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Unigran leva Fisioterapia e Serviço Social aos bairros

10 de outubro 2012 - 15h04 Por Redação Douranews
Unigran leva Fisioterapia e Serviço Social aos bairros

Para compreender melhor as necessidades de cada paciente e personalizar o atendimento, a Clínica de Fisioterapia da Unigran inicia um projeto que busca unir os conhecimentos de Serviço Social e Fisioterapia. Em conjunto, os alunos dividem entre si um pouco da visão que poderá ajudar a humanizar ainda mais o atendimento.

Quem coordena a iniciativa é Izabel Andrade de Souza, assistente social da Clínica e Andressa Tagliari Aral, supervisora de estágio em Fisioterapia. Elas explicam que este é mais um avanço, em uma parceria de cursos que já dura dois anos e meio, e pretende colocar os futuros fisioterapeutas diante de situações mais observadas pelo Serviço Social.

“Neste novo projeto, de visitas domiciliares, Fisioterapia e Serviço Social vão juntos até a casa do paciente e observam as condições de acessibilidade, de moradia e as condições sociais em que ele convive”, conta Izabel. Depois, os alunos se reúnem e debatem caso por caso, procurando as melhores abordagens para cada paciente.

Conhecer o meio social em que o paciente vive influencia também no tratamento. Izabel lembra que, muitas vezes, os pacientes atendidos pela Clínica acabam se afastando dos amigos e da família e, com esse isolamento social, podem apresentar certo desânimo diante do tratamento. Por isso, é importante que o fisioterapeuta conheça o ambiente em que o paciente se encontra.

A supervisora de estágio Andressa afirma que, na maioria das vezes, o trabalho do fisioterapeuta vai além do físico. “Eu sempre falo que a fisioterapia não age sozinha. A qualidade de vida é definida como bem estar físico, social, psicológico, ambiental e espiritual. O paciente tem que estar equilibrado em todos, do contrário ele está em um estado patológico”, explica.

Outro ponto positivo do projeto é que, conhecendo os recursos do paciente, o trabalho fica mais fácil. “No ambulatório, sabendo as condições físicas da casa do paciente, podemos adaptar as condutas para melhorar a qualidade de vida dele”, diz Andressa. Além disso, com as visitas, os fisioterapeutas também conseguem melhorar a qualidade de vida das pessoas que cuidam desse paciente.

Os alunos participantes já aprovaram a iniciativa, como a acadêmica do 8º semestre de Fisioterapia, Lina Hsuch Yaginuma, de 44 anos. “Visitar os pacientes é fundamental, porque você consegue observar as condições em que ele vem pra cá, como faz suas atividades em casa, enfim, nós temos uma visão diferenciada do grau das dificuldades desse paciente”, avalia.

Já Lucilene Menezes, de 32 anos, do 4º semestre de Serviço Social, destaca a troca de conhecimentos que o projeto proporciona. “Na casa do usuário, a gente pode observar, não fica só na teoria. Então a área da saúde sabe dizer melhor como a gente pode ajudar, e o serviço social entende essa parte de assistência”, opina.