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Trabalho de Conclusão de Curso testa conhecimento acadêmico

14 de dezembro 2012 - 14h34 Por Redação Douranews
Trabalho de Conclusão de Curso testa conhecimento acadêmico

Quase ao fim de cada curso, estudantes praticamente se desesperam com o tão temido TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), anualmente. Mas, quando conseguem concluir, e o resultado desse esforço é positivo, só aumentam os motivos para comemoração. Nesta semana, acadêmicos do 8º e 10º semestre de Psicologia da Unigran apresentaram as pesquisas para serem avaliadas pelos professores do curso.

A disciplina de TCC tenta proporcionar ao aluno um encontro com a pesquisa e promover a motivação para o desenvolvimento científico, como esclarece a professora Nayla Cristina Santiago da Silva. “Com essa pesquisa, percebemos que o aluno sai mais capacitado para ter uma reflexão maior em relação ao mercado de trabalho e é uma grande contribuição na formação profissional”, disse.

Quanto às temáticas abordadas nos trabalhos, Nayla observa: “tivemos temas bem pontuais e da atualidade, como violência sexual, violência doméstica, o alcoolismo feminino que é uma questão que está em evidência. Alguns temas buscavam fazer um paralelo com temas estudados antigamente, como a questão da histeria e esquizofrenia”.

A professora explica que o tema também tocava um pouco no aspecto particular dos alunos, algo que despertava interesse, curiosidade. Como foi o caso do estudante Fábio Cavalcante de Oliveira, que sob o tema “A religiosidade como estratégia psíquica para o equilíbrio emocional”, pesquisou algo em que ele estava vivenciando. “Esse projeto veio em um momento pessoal, em que eu estava lidando com esta questão, de levar a dimensão de religiosidade para a terapia e o quanto poderia ser levado ao tratamento psicológico”, disse.

O acadêmico do 8º semestre garante que “explorar isso foi satisfatório. O Brasil é um país extremamente religioso, é uma dimensão que os profissionais da Saúde precisam lidar. Eu estudei a religiosidade como constituição de sentido para o sofrimento do paciente e do quanto os profissionais precisam saber lidar e usar isso como manejo, adesão no tratamento em terapia. A conclusão foi que a religiosidade contribui dando um sentido, um significado do sofrimento”.

A Psicologia tem um amplo leque de pesquisas que podem ser bibliográficas. A maioria dos acadêmicos optou por este tipo de pesquisa, assim como Samanta Penalva Luque. Em seu trabalho “Estresse em alunos pré-vestibulandos”, a estudante do 8º semestre observou todos os fatores que afetam diretamente estudantes do último ano que prestam o vestibular. “Estudei aspectos da escolha, como a família pode influenciar, a forma com que os amigos também influenciam. Tem também a questão do vestibular, no momento em que a pessoa vai fazer que já é um momento estressante e depois quando espera pelo resultado”.

A aluna considera que “a adolescência é repleta de mudanças, desde quando passa pela puberdade, a relação com a família, a relação com os amigos, a forma com que lidam com o cotidiano muda. Então, desde essas mudanças, o adolescente se vê em estresse. E isso pode afetar na hora do vestibular e também no profissional que ele vai ser futuramente. Então, é importante que novas pesquisas sejam feitas para que possam ajudar o adolescente na hora dele lidar com o vestibular”.

Para a professora da disciplina, estes trabalhos contribuem a partir do momento em que “os acadêmicos têm um novo foco, um novo olhar, evidenciam essa articulação de teoria e prática, contribuindo para o enriquecimento da própria área. Uma promoção desse incentivo à pesquisa, eu percebi que alguns vão continuar, muitos alunos disseram que vão publicar o trabalho, outros pensaram no mestrado, em uma pós-graduação, ou seja, ir adiante. Foi muito enriquecedor e satisfatório neste ponto para mim enquanto professora”.