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UFGD destaca criação de Faculdade Indígena em 2012

24 de dezembro 2012 - 15h02 Por Redação Douranews
UFGD destaca criação de Faculdade Indígena em 2012

A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) encerra 2012 comemorando a criação da Faind (Faculdade Intercultural Indígena), em maio deste ano. A Faculdade surgiu a partir do curso de Licenciatura Indígena Teko Arandu, presente na grade da UFGD desde 2006.

O Teko Arandu é um curso modular oferecido através da metodologia da Alternância, que representa o parcelamento do curso em tempos e espaços diferentes e complementares: parte do curso é desenvolvida presencialmente, na Universidade (Tempo Universidade – TU) e parte nas comunidades indígenas (Tempo Comunidade – TC). A integratividade entre os tempos se dá através da noção de intervenção socioeducacional, isto é, os saberes/realidades indígenas interferem no planejamento e desenvolvimento das aulas na UFGD e os acadêmicos, de maneira praxiológica, a partir das atividades desenvolvidas na Universidade e com o acompanhamento dos docentes do curso, em forma de pesquisa-ação, intervém na realidade social e educacional em seu local de morada.

O curso é composto por dois blocos: bloco I, também denominado Núcleo Comum, tem duração de um ano e meio com um currículo único para todos os acadêmicos; já o bloco II, também denominado Núcleo Específico, dura três anos e é organizado em quatro grandes áreas de formação especializada: Educação Intercultural e Ciências Sociais; Educação Intercultural e Linguagens; Educação Intercultural e Matemática; Educação Intercultural e Ciências da Natureza.

A criação 

Na ocasião da instalação da Faind, em maio, o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, ressaltou esse passo como importante para o fortalecimento do compromisso que a Universidade tem desde sua criação com a comunidade indígena, especialmente com os Guarani e Kaiowá da região de Dourados, e deixou clara a intenção de que com a Faculdade, a UFGD possa abranger outras comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

A expectativa do reitor é implantar até o fim do mandato, outros dois cursos com foco nesse público, provavelmente nas áreas de saúde e de produção e meio ambiente, que deverão estar localizados na Faculdade Intercultural Indígena.