A escola Erasmo Braga, de Dourados, “não é uma escola mercantilista”, enfatizou hoje (14) a diretora do estabelecimento, professora Ester Duarte Gomes, ao reagir às informações de que estaria cobrando pela venda de agendas e livro didático para o ano letivo de 2013.
“O dicionário que estamos oferecendo sai por um custo equivalente a 40% do preço das livrarias da cidade, porque foi essa a condição dada para facilitar inclusive aos pais que já tem tantos gastos no começo do ano”, explicou.
Sobre o livro didático Os Miseráveis (Victor Hugo – Editora Scipione - Série Reencontro), a professora disse que se trata de uma parceria, onde o grupo editorial disponibilizou 100 exemplares para ajudar a escola. “A maioria das escolas costumam pedir quatro livros didáticos, fora a lista geral; nós estamos colocando só este e ainda em condições bem acessíveis”, disse.
A diretora da escola negou ainda que a Erasmo Braga esteja induzindo os estudantes que optarem pelo estabelecimento a se enquadrarem na nova proposta ortográfica em discussão no País e nos vizinhos sulamericanos. “Os alunos poderão trabalhar a proposta pedagógica com base no dicionário em vigência e na nova ortografia, porque isso já vinha sendo discutido desde o ano passado”, disse Ester.
“Não temos culpa se a Dilma [Rousseff, presidente do Brasil] está querendo adiar o início da aplicação da lei, não são as escolas que estão bagunçando o ensino no País, e os alunos que utilizarem a ortografia anterior serão considerados, não haverá prejuízo pedagógico quando a isso”, afirmou a diretora da escola.
Procon
Uma orientação dos Procons de todo o País, em sintonia com a Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) pede aos pais de alunos para que, antes de iniciar a compra do material escolar, verifiquem quais produtos sobraram do ano anterior e que, em bom estado, possam ser reaproveitados e recomenda a ficar atento ao fato de que a escola não pode exigir a compra de produtos de uma determinada marca ou local específico.