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Acadêmicos de Arquitetura promovem exposição “Retrato de família”

15 de março 2013 - 15h08 Por Redação Douranews
Acadêmicos de Arquitetura promovem exposição “Retrato de família”

A família sempre foi assunto que interessou e interessa a todos. Mostrar sua história, suas origens traz consigo uma dimensão biológica, espiritual e social. Com a proposta de resgatar o passado, acadêmicos do 7º semestre de Arquitetura da Unigran confeccionaram painéis para exposição “Retrato de família”, mostrando, de forma lúdica, a história da família de cada aluno por meio de fotos e fatos importantes.

Luzia de Cassia Pereira Souza Arnez é professora da disciplina de Técnicas Retrospectivas, que trata da recuperação e do patrimônio histórico edificado. Ela explica que “nós temos a produção de Arquitetura Contemporânea, acontece que o contemporâneo vai se tornar um passado e esse passado precisa ser valorizado e reestruturado para que fique como referência”.

Durante a disciplina, os estudantes estudam os períodos da Arquitetura desde a idade das cavernas até a Arquitetura Clássica. “Em cada período da história, são deixados exemplares para contar a história não só da Arquitetura, mas do povo, da cultura, da arte, das vivências, dos saberes de uma época. Então, a edificação consegue preservar isso”, esclarece a professora.

Um dos objetivos da atividade complementar foi “para que os acadêmicos valorizem o que é do passado, eles precisam conhecer a história das próprias famílias. Eu pedi para que eles trouxessem o ‘Retrato de Família’ para trabalharem este valor, primeiro da família e depois, com o valor do outro que é a preservação do patrimônio edificado”.

A acadêmica Isaura Martins dos Santos Souza foi buscar a história da sua família desde a 4ª geração. “Fiz uma pesquisa sobre o que aconteceu de importante na história da minha família. Depois quis ilustrar parte da história, pois a gente não tinha foto, não tinha registro e contar as coisas que aconteceram de uma forma mais atual, como se fosse uma página no facebook”, define.

Para a estudante, foi interessante fazer esta pesquisa, “porque parte da história da família nem os meus parentes conheciam e eu consegui achar uns documentos bem antigos, da época da imigração em 1800, que eles vieram da Bahia, e descobri que na verdade sou descendente de escravos, encontrei parte da história em documentos digitalizados”.

A professora Luzia pediu aos alunos que trouxessem os painéis de uma forma bem lúdica. Ela considera que “este é o trabalho do arquiteto, transformar a própria história de forma lúdica. Já podemos perceber que as pessoas que estão passando pela exposição se divertem bastante”.

Aos que não têm a referência de fotografia real, a professora sugeriu que trouxessem algo que representasse a região de onde veio a família, de forma livre. Foi o caso do acadêmico Juliano Leite Lima. “Minha família veio do Paraguai, eu procurei ilustrar a forma que eles vieram para Dourados, o modo que se conheceram e as inovações que eles trouxeram, aprenderam aqui”, expõe.

Juliano conta que a mãe veio para estudo e o pai já morava na cidade. “A respeito disso eu coloquei a imagem como eles se conheceram no baile, minha mãe veio para estudar em um ônibus cheio, algo bem engraçado”, define.

Segundo a professora Luzia Arnez, na disciplina os estudantes fazem uma revisão do que tem no estado e depois, “fazemos viagens de estudos também para fora do estado, do Brasil. Temos o Ipham [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional], que é o órgão de proteção federal e a gente leva os alunos para ter este contato direto”.