A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) está à frente da organização da Greve Nacional da educação pública em Mato Grosso do Sul, movimento que faz parte da 14ª Semana Nacional em Defesa da Educação Pública, coordenada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação). Em Assembleia Geral da categoria, na sede da Federação ficou definido que a educação pública irá parar as suas atividades, nas duas redes de ensino, amanhã (24) quando também será realizada uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa.
Em 2012 a Fetems levou mais de 15 mil pessoas para as ruas da Capital em um grande movimento na defesa pela qualidade da educação pública, mais de 90% das escolas públicas pararam as suas atividades durante este período. Este ano a entidade está com uma proposta nova e realizará a Audiência Pública, no Plenário Júlio Maia da Assembleia Legislativa, às 13h30, em parceria o mandato do deputado estadual Pedro kemp, membro da comissão de educação da Casa de Leis.
De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, a audiência terá como tema uma campanha que a CNTE está fazendo chamada “Educação Pública eu Apoio – Todos juntos em defesa da valorização profissional”. “Esta campanha da nossa Confederação está debatendo questões como a nossa luta por mais recursos na educação, piso, carreira, jornada e a profissionalização dos funcionários administrativos em educação e queremos fazer um amplo debate sobre estas questões, pois com certeza ao consolidarmos estas conquistas estaremos avançando rumo à educação pública que sonhamos”, disse.
Piso
Em relação à Lei 11.738, do Piso Salarial Nacional do magistério, Roberto ressaltou que atualmente apenas 40 municípios de MS, mais a Rede Estadual de Ensino, estão pagando o piso, no valor de R$ 1.567 e 33 estão cumprindo 1/3 de hora-atividade para o planejamento de aulas. “Para cumprir a lei na íntegra as administrações precisam pagar o piso e conceder a hora-atividade, por isso queremos realizar este amplo debate para fazermos os nossos prefeitos cumprirem a legislação”, afirma.