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Estudantes brasileiros ainda não sabem de bolsas no exterior

28 de abril 2013 - 18h57 Por Redação Douranews
Estudantes brasileiros ainda não sabem de bolsas no exterior

As Universidades Harvard, Stanford, Columbia, da Califórnia, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e outras instituições americanas de ponta vão reservar 1.500 bolsas de estudo integral até 2015 para estudantes brasileiros cursarem doutorado completo. As bolsas serão financiadas pelo governo federal, por meio do programa CsF (Ciência Sem Fronteiras).

Apesar do convênio com as universidades ter sido firmado no ano passado, motivado pela ida da presidente Dilma Rousseff aos Estados Unidos em abril de 2012, a falta de divulgação da oportunidade levou a Laspau (entidade vinculada à Harvard), que administra a concessão das bolsas, a realizar visita ao País.

"Trata-se de um acordo histórico, sem precedentes. Os estudantes brasileiros precisam saber que eles podem estudar nas melhores universidades norte-americanas", disse Angélica Natera, diretora adjunta da Laspau, durante agenda de reuniões com parceiros institucionais em São Paulo.

Mesmo exigindo que os estudantes tenham apenas diploma de graduação nas áreas prioritárias do CsF [Engenharia, Tecnologias e Saúde], além de bom nível de inglês, pouco mais de cem candidatos foram pré-selecionados até o momento. É prevista neste primeiro ano de acordo a seleção de outros 400 estudantes. As inscrições para início dos estudos em 2014 vão até setembro e podem ser feitas pelo site da Laspau (www.laspau.harvard.edu).

A baixa demanda pelas bolsas pode ser justificada pelo desconhecimento de muitos estudantes, que tendo apenas diploma de graduação podem se candidatar diretamente para o curso de doutorado. Ou seja, não precisam cursar primeiramente o mestrado. "Geralmente, quem sabe desse detalhe é aquele estudante que teve maior aproximação com pesquisa na graduação, com projetos de iniciação científica, por exemplo. Mas quem não teve muito esse contato desconhece", disse Luana Bonone, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos.

A falta de domínio de inglês é outro entrave às candidaturas. "Até o pós-graduado tem inglês ruim, mas essa deficiência é curável", disse o economista Cláudio Moura Castro, ex-diretor-geral da Capes, uma das agências de fomento federal que administram o CsF. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo