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Com investimentos de R$ 30 milhões, UFGD anuncia expansão

06 de maio 2013 - 21h37 Por Redação Douranews
Com investimentos de R$ 30 milhões, UFGD anuncia expansão

Um processo de expansão com os pés no chão, primando pela qualidade dentro das condições da Universidade. Assim a Pró-Reitora de Ensino de Graduação da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), professora Giselle Cristina Martins Real, definiu o Plano de Expansão Acadêmica da UFGD, apresentado em 2011 ao Ministério da Educação e que teve, na manhã desta segunda-feira (6), o lançamento de seis novos cursos de graduação e a ampliação do número de vagas ofertadas pelo curso de Medicina.

Com o cineauditório da Unidade 1 lotado pela comunidade acadêmica e autoridades do cenário político e social da região, foram apresentados pela pró-reitora dados específicos sobre cada curso nesta que vem a ser a terceira fase de expansão da UFGD: de 28 cursos presenciais em 2012, a instituição terá 33 em 2014, além de aumentar de três para quatro os cursos a distância no próximo ano.

O Plano de Expansão Acadêmica da UFGD está dentro dos objetivos propostos pelo Projeto de Lei 8038/2012, que visa alterar o PNE (Plano Nacional de Educação), sendo centrais as metas 12 e 15, que pretendem, respectivamente, elevar a taxa bruta de matrículas na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade na oferta, e garantir, em regime de colaboração entre a União, os estados e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Quatros novos cursos de engenharia foram lançados [Civil, Mecânica, de Aquicultura e de Computação], além de uma Licenciatura em Letras com habilitação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) e a  Licenciatura em Ciências da Natureza, dentro do Pronacampo (Programa Nacional de Educação do Campo), iniciativa do Governo Federal que visa atender à população do campo. Também foi anunciada a ampliação do número de vagas para o curso de Medicina, que passa de 50 para 80, já no ano que vem.

As duas licenciaturas já terão processos seletivos no segundo semestre de 2013, seguidos pelo início imediato das aulas. Já as engenharias passarão a ser ofertadas no vestibular de 2014, com a disponibilidade de vagas para mais de 1.500 alunos.

Para o reitor da universidade, professor Damião Duque de Farias, o Plano de Expansão Acadêmica 2011-2020 é bastante ambicioso, pois vai triplicar o que se tem hoje na UFGD. Ele confirmou a fala da pró-reitora Giselle Martins Real de que o caminho, no entanto, está sendo percorrido passo a passo. “Foram várias conversas no MEC, onde o Plano de Expansão foi apresentado e avaliado. Neste movimento tivemos a autorização para promover a ampliação do número de vagas do curso de Medicina e criar as novas graduações. Isso representa bem o que se espera da universidade pública brasileira”, comemorou.

Vislumbrando um futuro além da criação de cursos e vagas, o professor sinalizou para a contratação de docentes e técnicos administrativos e a construção de novos prédios, que vão demandar investimentos da ordem de R$ 30 milhões. “Será de impacto na cidade e na região, mas o mais importante é a ampliação das oportunidades que estamos disponibilizando aqui para a formação de nossos jovens”, concluiu.

Avaliação positiva

O reitor da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), instituição parceira e que divide a área do campus da Cidade Universitária com a UFGD, professor Fábio Edir dos Santos, considerou fundamentais a criação de novos cursos, citando a graduação de Engenharia Mecânica, que será a única ofertada em uma instituição pública em Mato Grosso do Sul.

O vereador Sérgio Nogueira, representante da Câmara de Dourados na solenidade, destacou que a UFGD é maior em quantitativo de funcionários e alunos do que muitas cidades do Estado e, desta forma, movimenta a região financeiramente. “Esperamos que essa expansão vá além destes seis novos cursos e das novas vagas de Medicina para que este plano continue se desenvolvendo”, disse.

O ex-deputado federal e atual delegado do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), João Grandão, um dos defensores da criação da Universidade, e que acompanhou o senador Delcídio Amaral no ato, afirmou estar satisfeito com o fato de a universidade direcionar ações para a população do campo. “É uma reversão de matrizes. A universidade indo para onde está a comunidade”.

O deputado federal Geraldo Resende ressaltou a importância de cursos vocacionados como as quatro novas engenharias e as graduações “com olhar voltado para aquelas comunidade que estiveram renegadas por tantos anos”.

Da mesma forma, outro parlamentar presente, o deputado estadual Laerte Tetila, que se formou em História na década de 70 pelo então CPD (Centro Pedagógico de Dourados), disse que “a expansão que se vê hoje me deixa emocionado”, relatando as etapas de construção da Cidade Universitária para que Dourados alcance “o verdadeiro desenvolvimento técnico, profissional e científico”.