Mais de 300 trabalhadores em educação de todo o Mato Grosso do Sul, delegados eleitos em assembleias extraordinárias dos Simteds, aprovaram, em Assembleia Geral da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), realizada na tarde desta terça-feira (14), a proposta apresentada pelo Governo do Estado, após negociação com a direção da Federação, em relação à unificação e o reajuste salarial dos administrativos em educação.
De acordo com o presidente da Fetems, Roberto Magno Botareli Cesar, a categoria acatou a proposta de 9% de reajuste salarial. “A inflação deste ano está avaliada em cerca de 6% e essa porcentagem significa 3% de ganho real, o reajuste apresentado foi maior que o do magistério”, afirma.
Botareli explicou que os administrativos terão em dois anos 29,46% de aumento e os gestores de atividades educacionais terão, também em dois anos, 27,16% de aumento.
Para a secretária dos funcionários administrativos em educação da Fetems, Idalina Silva, a proposta apresentada pelo Governo possui alguns avanços significativos como a inclusão de toda a carreira dos administrativos em educação na Lei Complementar n° 087 (Estatuto dos Profissionais da Educação Básica de MS). “Isso significa que a partir de agora a unificação do Estatuto dos trabalhadores em educação de Mato Grosso do Sul foi concretizada e de fato a Fetems passa a representar a nossa categoria; conseguimos abrir um bom canal de diálogo com o Governo e avançamos”, explica.
Sobre a unificação, o presidente da Fetems reconhece que a concretização é extremamente importante para as próximas lutas e para as conquistas como a reestruturação da carreira dos administrativos em educação. “A unificação dos trabalhadores em educação da Rede Estadual de Ensino traz conquistas significativas na reestruturação da carreira dos companheiros administrativos em educação, como a questão do reajuste salarial, que passa a ser linear para todos os níveis dos funcionários da educação que recebem por subsídio, isso significa que todos receberam a mesma porcentagem”, ressalta. Essa era uma luta de 20 anos da Federação.