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UEMS é contemplada com R$ 48,5 milhões para novas obras e curso de Medicina

18 de agosto 2013 - 11h18 Por Redação Douranews
UEMS é contemplada com R$ 48,5 milhões para novas obras e curso de Medicina

A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) está comemorando o presente recebido durante o anúncio do pacote de obras lançado pelo governador André Puccinelli, quinta-feira (15) à noite, em Campo Grande. A Universidade vai receber R$ 48,5 milhões para a construção de um prédio próprio da unidade universitária de Campo Grande.

O reitor da instituição, professor Fábio Edir dos Santos, destaca a importância da construção, principalmente pela unidade da capital ser a única de UEMS que ainda funciona de forma improvisada, sem espaços adequados para as atividades acadêmicas.  Atualmente, na unidade de Campo Grande funcionam sete cursos de graduação e três programas de mestrado.

Além da obra em Campo Grande, outros R$ 3,5 milhões serão destinados à construção de um novo bloco na sede em Dourados. O novo bloco terá aproximadamente 3 mil metros quadrados, com dez sala de aula, cinco laboratórios didáticos, salas para professores e um mini auditório. A previsão é a de que o bloco receba os cursos de Ciências Exatas que funcionam na sede.

Medicina


Durante o lançamento do programa MS Forte 2, o governador André Puccinelli voltou a manifestar o interesse do Governo em abrir um curso de medicina na UEMS. Segundo ele, com o recurso direcionado para a Universidade é possível construir o prédio da nova unidade, bem como adquirir a estrutura necessária para o curso.

Segundo o que propõe o governo, a Universidade não necessitaria construir ou administrar um Hospital Universitário, já que o Hospital Regional, em funcionamento em Campo Grande, passaria a atender às necessidades pedagógicas do curso. A administração do Hospital, bem como todo o custeio de suas atividades, continuaria sob a responsabilidade da Secretaria estadual de Saúde, como ocorre atualmente. Essa possibilidade de utilização da estrutura já montada e administrada do Hospital Regional como Hospital Universitário é o principal fator que motivou a proposta de estudos para criação do curso em Campo Grande.

De acordo com o reitor Fábio Edir, a UEMS sempre esteve pronta para contribuir com as demandas sociais do Estado. O reitor lembra que, no início das atividades da Universidade, a grande dificuldade em Mato Grosso do Sul era a interiorização do ensino superior e a instituição conseguiu levar educação superior a todas as regiões do Estado. “Nós permanecemos atentos para verificar quais são as necessidades da população e sabemos que há a necessidade de formar mais médicos, haja vista a dificuldade que o Governo Federal tem encontrado para atrair médicos para o interior do país”, disse o reitor. Fábio Edir destaca ainda que os médicos formados pela UEMS, no caso da possível criação do curso, seriam capacitados e incentivados a atuar na atenção básica de saúde do Estado e do Brasil, mantendo assim o perfil profissional socialmente responsável que, segundo o reitor, é uma das marcas dos que se formam na UEMS.

Por fim, o reitor da UEMS reconhece a relevância que um curso como o de Medicina tem; todavia, destaca que a decisão pela abertura de novas opções em termos de cursos caberá aos conselhos superiores da Universidade.