Pelo menos 90% das 1.300 escolas públicas em Mato Grosso do Sul ficaram sem aula por conta da paralisação dos profissionais da educação, nesta sexta-feira (30), conforme estimativa da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul).
Em Dourados o manifesto ganhou a adesão de representantes de movimentos sindicais de servidores públicos e empresas públicas, durante a concentração promovida no centro da cidade.
O presidente da Fetems, Roberto Botareli, reafirmou que a manifestação é por melhores condições de trabalho dos profissionais da educação. As principais reivindicações são pela aprovação do PNE (Plano Nacional de Educação) e pelo investimento de, no mínimo, 10% do PIB (Produto Interno Bruto), além do fim do projeto 4330/2004, que regulamenta a terceirização nos serviços públicos e privados, inclusive no setor educacional.
“Temos avançado, mas ainda precisamos conquistar algumas melhorias”, afirmou. Ele relatou ainda que, em razão das manifestações, profissionais da educação de todo país ameaçam acampar no Congresso Nacional, em Brasília, e, no estado, aguardam para discutir sobre uma nova política salarial para os trabalhadores.