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Fetems diz que paralisou 75% das escolas de Campo Grande

03 de dezembro 2013 - 19h02 Por Redação Douranews
Fetems diz que paralisou 75% das escolas de Campo Grande

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) estima que mais de 75% das escolas da Rede Estadual de Ensino paralisaram atividades hoje (3), incluído os maiores estabelecimentos de ensino público estadual de Campo Grande, como a Escola Joaquim Murtinho, na manifestação convocada pela entidade como parte da luta por uma política salarial justa e o piso por 20 horas semanais.

“Mais uma vez mostramos a nossa força de mobilização, paramos mais de 75% das escolas e reunimos em Campo Grande mais de 400 trabalhadores em educação de todo o Estado em uma grande Assembleia Geral, isso mostra que estamos preparados e prontos para ir à luta pelos nossos direitos sempre”, disse o presidente da entidade, professor Roberto Botareli.

Pela manhã a Fetems reuniu em sua sede representantes dos seus sindicatos filiados, professores e funcionários da educação de todo o Mato Grosso do Sul, em Assembleia Geral, que deliberou que todos se dirigissem em carreata pela maior avenida de Campo Grande, a Afonso Pena, até a Assembleia Legislativa, pois será lá que Projeto de Lei da proposta de política salarial apresentado pelo governo do Estado será votado.

Na Casa de Leis o professor Roberto Botareli usou a fala na tribuna, durante sessão ordinária, e afirmou que a categoria considera absurda a proposta apresentada pelo poder executivo. “Viemos até aqui pedir para os nossos deputados não votarem a proposta que o governo encaminhará, pois não aceitamos o que foi apresentado de maneira alguma, nós vínhamos em um bom processo de negociação, que resultou em conquistas históricas, como a questão da hora-atividade, agora não dá para retroceder e aceitar a implantação do piso por 20 horas em uma política de oito anos, como o poder público deseja, quer dizer que só teremos o nosso direito garantido em 2023. Impossível até de realizar um debate com este tipo de proposta”, afirma.

Após a mobilização na Assembleia Legislativa os trabalhadores seguiram de volta para a FETEMS onde deliberaram que caso o governo do Estado não retroceda a categoria não iniciará o próximo ano letivo, será um 2014 de greve e mobilizações. Além disso, também ficou definido que a entidade realizará um Conselho de Presidentes, com representantes dos 72 sindicatos da entidade, na quarta-feira (11) que vem para definir o calendário de atividades em relação a esta questão.

Atualmente em MS existem cerca de 25 mil professores na Rede Estadual de Ensino, 180 mil alunos e 360 estabelecimentos de ensino.