Trajetória da Psicologia no Brasil e no MS é abordada em Jornada Acadêmica
A expansão da Psicologia no Mato Grosso do Sul no que se refere às políticas públicas, saúde, assistência social e trabalho, se consolida fazendo um paralelo com a história do Brasil. Durante a 12ª Jornada Acadêmica de Psicologia da Unigran, acadêmicos e profissionais discutiram as trajetórias política e social da profissão nas esferas estadual e nacional.
O curso que este ano está completando 15 anos de funcionamento na Unigran faz parte da história da Psicologia sul-mato-grossense. Para a coordenadora Rosemeire Souza Martins, as práticas da profissão têm sido vistas e entendidas de forma mais consistente, “pois a nossa formação é generalista e crítica, ou seja, formamos profissionais psicólogos em todas as áreas de atuação da profissão, visando às necessidades locais e regionais”.
A professora Rosemeire entende que é essencial pensar nas demandas atuais que se apresentam ao profissional psicólogo. “Devemos ter o entendimento da trajetória política e social da Psicologia no Brasil e no Estado, as discussões e inserções nas políticas públicas, nas questões de gênero, raça e etnia, saúde mental e cultura afro-brasileira e indígena, direitos humanos, bem como educação ambiental”, afirma.
A “História da Psicologia em Mato Grosso do Sul” foi abordada na palestra de abertura da Jornada Acadêmica, ministrada pela professora da UFMS, Sandra Maria Francisco de Amorim. A palestrante discutiu essa trajetória, tanto como ciência, quanto como profissão. “Indiscutivelmente o reconhecimento da Psicologia hoje, especialmente nas politicas públicas, é de uma presença inestimável. Existem Projetos de Lei, questões que estão sendo tratadas, observamos a inserção dos psicólogos em uma rede de políticas infinitamente maior do que se tinha há dez anos”, assegura.
A regulamentação da profissão não é tão antiga, tem pouco mais de 50 anos. A professora Sandra menciona que a Psicologia se consolidou do ponto de vista técnico, teórico e cientifico. “Isso é indiscutível até pela expansão dos cursos, hoje existem cerca de 230 mil psicólogos no Brasil. A preocupação atual é de que haja, de fato, uma conexão entre teoria, técnica, ética e os aspectos políticos, como por exemplo, uma das bandeiras que levantamos é a defesa dos direitos humanos”, garante.
Para a palestrante, “o psicólogo precisa estar muito engajado no ponto de vista de olhar para a realidade e saber o que a Psicologia pode fazer para contribuir, tendo uma postura científica, neutra e ética”.