O Paraguai está sendo considerado um dos países mais importantes da América Latina na área de Medicina e um dos destinos de muitos brasileiros realizarem o sonho de se tornarem profissionais nessa área. O fato de não precisa fazer vestibular e a qualidade de ensino, praticamente igual à oferecida pelas faculdades brasileiras, tem sido fator motivador dessa procura.
O que tem levado tantos estudantes brasileiros a deixar o Brasil e ir estudar no Paraguai?, podem questionar algumas pessoas. “É simples – responde o assessor de projetos da US (Universidade Sudamericana), em Pedro Juan Caballero, Karlos Bernardo - oportunidade e qualidade de ensino”.
“Hoje no Paraguai existem números surpreendentes de estudantes brasileiros correspondendo a quase 8 mil espalhados em várias cidades do País”, garante.
Os valores de mensalidades do curso de Medicina no Brasil variam de R$ 3 mil a R$ 6 mil, enquanto no Paraguai tem custo em média de R$ 500 a 1500 reais por mês.
Além disso, no Paraguai não existe vestibular. “O estudante que quiser fazer medicina é só matricular e seguir o ensino rígido das faculdades do país”, diz o assessor da US.
Bernardo revela que muitos dos estudantes que estão cursando medicina no Paraguai tinham um interesse muito grande de ter feito faculdade no Brasil, mas diante de tantas dificuldades encontradas, “principalmente nos valores de mensalidades”, que inviabilizam economicamente a permanência em solo brasileiro, “então vão para outros países, buscar o sonho de ser medico”.
A Faculdade de Medicina Sudamericana está abrindo mais 120 vagas para o início de agosto. As informações podem ser obtidas com Karlos Bernardo no telefone 67/96770757, ou pelo e-mail [email protected].
Por exigência do Governo brasileiro, esses médicos, depois de seis anos de estudos no Paraguai, precisa passar pelo “Revalida”, uma prova de conhecimento médico, para poderem exercer a profissão em seu país de origem. “O Brasil hoje importa médicos de várias nacionalidades, mas a maioria são médicos cubanos que vem como escravos, enquanto os nossos médicos, que se formam no Paraguai, têm que passar por todos os trâmites da lei. É uma vergonha como são tratados os filhos da terra”, concluiu o assessor.