O PNE (Plano Nacional de Educação), aprovado nesta quinta-feira (26), é o documento que estabelece 10 diretrizes e 20 metas que devem orientar os investimentos na educação brasileira até 2020. Desde 2010 ele tramita no Congresso Nacional e passou por análise em diferentes comissões parlamentares da Câmara e do Senado e agora passa a ser uma lei que orienta a gestão em educação.
As propostas do PNE foram construídas num processo de diálogo com a sociedade, não apenas através do Congresso Nacional, mas também por meio das conferências municipais, estaduais e a nacional de Educação, eventos que reuniram representantes dos órgãos gestores de educação, educadores e cidadãos que se interessam em debater a educação pública e privada.
De acordo com a assessoria da UFGD, em Dourados, o plano de expansão da Universidade está diretamente ligado a pelo menos sete das 20 metas estabelecidas no PNE. A principal delas é a meta número 12: "Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta". O Plano de Expansão traçado pela UFGD propõe que a Universidade chegue em 2020 com 51 cursos de graduação presenciais e a distância. A estimativa é de que sejam 28 mil estudantes de graduação e pós-graduação.
De acordo com a pró-reitora de Ensino de Graduação da UFGD, professora Gisele Cristina Martins Real, o PNE representa a garantia de crescentes investimentos na educação e a abertura de mais vagas em todos os níveis de ensino, da pré-escola à pós-graduação. Agora, com a aprovação, o Plano de Expansão da UFGD se aproxima da realidade.
"O PNE vai trabalhar com a ideia de universalizar o Ensino Médio até 2016. Então, teremos uma parte considerável da população brasileira de 17 anos terminando o Ensino Médio, e dos 18 a 24 anos é a idade de acesso ao Ensino Superior. A taxa líquida é essa população sendo atendida. Com a universalização do Ensino Médio, teremos um aumento do número de jovens aptos a entrar na universidade, contudo na realidade brasileira há uma demanda reprimida pelo acesso ao ensino superior. Temos que ter condições de atender as reorientações profissionais e as pessoas que não tiveram acesso ao ensino superior na juventude", explica a professora Gisele.
A pró-reitora destaca que o plano de expansão da UFGD acompanha outros pontos do PNE, como a meta 8, que se volta para políticas que promovam melhorias no acesso à educação para públicos que historicamente tiveram dificuldades para cursar a faculdade.
"Temos que ter políticas indutoras para estimular populações que tiveram dificuldade de acesso ao Ensino Superior. Precisamos de atuação diferenciada para que essas pessoas também entrem na universidade e concluam o Ensino Superior. Falamos da população indígena, dos agricultores, dos assentados, das pessoas que moram em cidades menores onde não tem campus universitário instalado, portadores de deficiência, pessoas que têm direito ao acesso ao Ensino Superior, mas que precisam de políticas diferenciadas para ter acesso", detalha Gisele.
Esses públicos já estão sendo contemplados com diferentes ações da UFGD, seja com a criação da Faind (Faculdade Intercultural Indígena), dos cursos realizados com recursos do Pronera (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária), ou com a criação de 11 polos em cidades do interior de MS para oferecer os cursos da Educação a Distância.
A UFGD também já tem forte envolvimento com duas metas do PNE que são imprescindíveis para melhorar a qualidade da educação no país. As metas 15 e 16 tratam da formação dos professores que dão aula no ensino básico. Até 2020, todos os professores que dão aula do 1º ao 9º anos deverão ter diploma de nível superior e pelo menos metade desses professores deverão ter algum curso de pós-graduação.
Em sintonia com o PNE, a UFGD tem criado mais vagas e mais estímulo para quem quer fazer um curso de licenciatura, ou seja, algum curso superior para ser professor. O curso de Pedagogia é a escolha para quem quer dar aulas nas séries iniciais. Quem pensa em ser docente no Ensino Básico e ou Ensino Médio tem oportunidade nas áreas de Matemática, Física, Química, Biologia, Letras (Língua Portuguesa e Língua Inglesa), História, Geografia, Artes Cênicas, Ciências Sociais, Psicologia, Computação, e educação especial em Libras.
Iniciativas como o Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) e do Prolicen (Programa Bolsas de Licenciatura) oferecem bolsas para os acadêmicos da UFGD realizarem atividades extracurriculares nas escolas, o que aproxima a Universidade do ensino básico e proporciona qualificação para os acadêmicos que se formarão professores.
Além disso, na Universidade Federal da Grande Dourados, docentes de toda região têm oportunidade de fazer cursos de formação continuada, em diferentes áreas. O engajamento de docentes da UFGD garante a promoção de cursos como o Mestrado Profissional em Matemática e os da Renafor (Rede Nacional de Formação Continuada), demonstrando o compromisso que a Universidade tem em contribuir para a melhoria da educação em nível básico e médio.