A UFGD, uma das poucas instituições federais de ensino do Brasil e de Mato Grosso do Sul a direcionar a política de educação superior às comunidades indígenas e do campo, vai entregar segunda-feira (11) o prédio construindo para a Faind (Faculdade Intercultural Indígena), a 11ª Unidade Acadêmica implantada no campus da Unidade 2, em Dourados.
Além da inauguração do espaço, a administração central fará o lançamento da segunda etapa de construção do prédio, dando continuidade às obras e aos projetos de consolidação da UFGD. Antes da solenidade oficial, agendada para 8 horas, haverá o 'batismo' do espaço pelos representantes das etnias Guarani e Kaiowá, momento tradicional da cultura indígena.
"Temos também esse compromisso com as políticas educacionais direcionadas para a cidadania, para a justiça social, com foco nas minorias sociais e étnicas, promovendo a inclusão de pessoas na educação superior", enfatizou o reitor Damião Duque de Farias.
Implantada em maio de 2012, a Faind surgiu de um diálogo intenso que a Universidade vem realizando com os movimentos sociais ao longo de mais de uma década em prol da defesa da dignidade dos povos indígenas e do campo.
Na Faculdade Intercultural são oferecidos os cursos de Licenciatura Intercultural Indígena Teko Arandu e a Licenciatura em Educação do Campo. Também já existem duas pós-graduações, Lato Sensu em Educação Intercultural Indígena e Lato Sensu em Gestão Pedagógica para a Educação Escolar Indígena. A Faind também realiza pesquisas e ações de extensão junto às comunidades e povos indígenas e do campo, auxiliando a execução de políticas públicas, respeitando o modo específico de ser, com o objetivo de construir a autonomia sociocultural e o empoderamento político e econômico dos segmentos envolvidos.
Na época de criação da Faind, o professor Antonio Dari enfatizou que o momento era histórico para a UFGD, para os movimentos sociais e para os indígenas de MS e do Brasil, já que a implantação da Faculdade aprofundaria de forma plena o compromisso com essas populações. A UFGD passa, então, a assumir um lugar de destaque no cenário brasileiro na formação de acadêmicos indígenas e pessoas do campo.