Na manhã da segunda-feira, do dia 3 de maio, deverá ocorrer em Campo Grande uma suspensão das aulas na Rede Pública Municipal. Para a data é programada uma paralisação dos servidores e funcionários do quadro administrativo da Semed (Secretaria Municipal de Educação), em frente à sede da pasta, na Vila Margarida. São convocados ao manifesto os dois mil colaboradores do Funcionalismo Público da Prefeitura da Capital, que atuam em funções como a de limpeza, merenda e secretaria das escolas.
A ação afirmativa contra as atuais condições de trabalho foi firmada em reunião na sede do Sisem (Sindicato dos servidores e funcionários municipais de Campo Grande), no bairro Monte Líbano, na noite da quarta-feira (29). A entidade assessora a categoria nas negociações com a Prefeitura, que na sua proposta inicial teria oferecido um reajuste de menos de 1%, em virtude do momento financeiro que a Administração Municipal passa em 2015 (com a necessidade de contingenciamento de despesas na ordem de R$ 190 milhões no ano).
Compareceram ao Sisem cerca de 600 funcionários e servidores do Administrativo da Semed que garantiram adesão ao protesto da segunda-feira, 3 de maio, que segundo o presidente do Sisem, Marcos Tabosa, não terá como foco o pedido de um reajuste de remuneração. "Há anos o funcionalismo tem conseguido junto a Prefeitura construir uma melhor valorização e precisa continuar nesse caminho, não estacionar. Foi assim com o bolsa-alimentação ou com a redução da carga-horária, por isso não podemos retroceder. A paralisação da segunda-feira é uma advertência ao Poder Público quanto aos pedidos por melhores condições de trabalho e vamos esgotar todo o diálogo quanto à pauta do salário. Se não houver consenso abre-se o caminho para a greve", explicou.
Alice que esteve na reunião e trabalha como merendeira afirma estar confiante quanto ao movimento e também quanto à evolução das negociações salariais junto à Prefeitura. "Sem merendeira, sem limpeza e sem secretária não existe a escola. O prefeito não terá outra opção senão aderir", defendeu.
Já Maria, que é da limpeza cita que a categoria precisa se manifestar para que não haja um retorno a cargas horárias acima de 30 horas ou que o reajuste fique em 0%. "Os políticos estouram a conta e quem paga é o servidor, concursado, que independente do prefeito que administra é quem vai atender a população. O salário já é baixo por isso não aceito um reajuste que não acompanhe a inflação. Campo Grande está uma vergonha. Veja o que está acontecendo na gestão pública e o que foi aquilo na Câmara Municipal com aqueles escândalos", desabafa.