O Ministério da Educação afirmou, no começo da noite desta segunda-feira (25) que as bolsas do Prouni concedidas a 46 alunos mortos foram suspensas após a notificação da CGU (Controladoria Geral da União). Uma auditoria do órgão de fiscalização publicada em março apontou bolsas de estudos pagas a alunos mortos e a estudantes fora dos critérios de renda do programa federal.
O Prouni é um programa federal que concede bolsas de estudos integrais ou parciais em instituições particulares para estudantes de baixa renda oriundos de escola pública ou bolsistas de escola particular.
Em nota, o MEC disse fazer o "acompanhamento regular das ações do Prouni em parceria com as instituições" e sempre que possível aprimorar a ferramenta de controle do sistema.
De acordo com o Ministério, a verificação sobre a morte dos estudantes é de responsabilidade das instituições de ensino superior. Após a auditoria da CGU, as instituições foram notificadas e as 46 bolsas foram encerradas.
O beneficiário que aparecia no Sisobi (Sistema de Controle de Óbitos) como falecido antes de entrar na universidade estava vivo em 2012 e matriculado no curso de direito. Em consulta ao site da Secretaria da Receita Federal, o CPF do estudante consta atualmente com situação regular. Segundo o ministério, o aluno foi bolsista até o término do curso em 2012.
A pasta informou que atualmente a inscrição no Enem, requisito para participação do Prouni, faz cruzamento com dados do CPF na Receita Federal, segundo reportagem do G1.