Professores e técnicos administrativos de várias universidades federais paralisaram suas atividades a partir desta quinta-feira (28). O início da greve foi decidido em assembleia em universidades federais de Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e Tocantins. Os servidores pedem reajuste salarial, reestruturação da carreira e aumento de investimentos nas federais.
No Mato Grosso do Sul, os professores da UFMS marcaram paralisação para sexta-feira (29). No Paraná, a UFPR vai fazer assembleia na sexta para os professores decidirem se entram ou não em greve. Em Roraima, os professores da UFRR resolveram seguir as aulas, mas aprovaram o indicativo de greve.
Na Bahia, os funcionários terceirizados da UFBA estão paralisados desde o dia 13 de maio.
A data do início da greve havia sido anunciada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), após decisão tomada no dia 16 de maio. Os professores tentam pressionar o governo federal a ampliar o repasse às universidades federais, apesar do corte de R$ 9,42 bilhões no orcamento do MEC.
Em nota oficial, o Ministério da Educação informou nessa quarta-feira que se reuniu com as entidades em busca de diálogo, "mas desde o início elas já informaram ter data marcada para a greve".
Mato Grosso do Sul
Professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) prometem parar nesta sexta-feira (29). Será um dia de paralisação e há indicativo de greve para 15 de junho.
Segundo informações da Associação dos Docentes da UFMS, a aprovação ou não da greve será debatida em assembleia no dia 10 de junho.
Greve nacional
Em comunicado divulgado na ultima quarta-feira (27), o Andes-SN afirmou que a greve foi aprovada no dia 16 de maio como "o último recurso encontrado pelos docentes para pressionar o governo federal a ampliar os investimentos públicos para a educação pública, e dar respostas ao total descaso do Executivo frente à profunda precarização das condições de trabalho e ensino nas Instituições Públicas Federais, muitas das quais já estão impossibilitadas de funcionar por falta de técnicos, docentes e estrutura adequada".
Em 2012, na maior greve organizada pelo sindicato, as instituições pararam em maio, e a maioria delas retomou as aulas apenas em setembro, depois de quase quatro meses de paralisação. O movimento chegou a atingir, em níveis diversos, 57 das 59 instituições.