A greve dos professores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) consegue, pela primeira vez na cidade, unir as reivindicações de docentes e técnicos administrativos que paralisam atividades, integralmente, a partir desta sexta-feira (29) e pode deixar mais de 7 mil alunos da graduação sem aulas. No País, outras 28 universidades também devem parar.
Além dos mais de 500 professores, os técnicos administrativos da instituição e os servidores lotados no HU (Hospital Universitário) também entram em greve. Entre as reivindicações estão o reajuste salarial de 27.3%, conforme cálculo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) baseado nos últimos cinco anos, o reposicionamento dos aposentados e pensionistas na categoria, jornada de trabalho de 30 horas semanais, piso mínimo de três salários mínimos para os iniciantes na carreira, entre outros.
Como parte da campanha de mobilização, os grevistas devem participar a partir das 9 horas, na praça Antônio João, com representantes de outras entidades sindicais, do dia nacional de manifestação contra a terceirização.