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Reitora apoia greve de professores e técnicos da UFGD

26 de junho 2015 - 22h38 Por Redação Douranews
Reitora apoia greve de professores e técnicos da UFGD

Em reunião na manhã desta sexta-feira (26), A reitora da UFGD, professora Liane Calarge, hipotecou nesta sexta-feira (26) o apoio da reitoria à greve nacional das categorias de docentes, técnicos-administrativos em educação e alunos. Em reunião com representantes de professores, alunos e técnicos administrativos que fazem parte do Fórum Permanente sobre Pauta Local, a reitora propôs ao Fórum a produção de um documento de apoio à UFGD contra os cortes do Governo Federal para a Educação, que a princípio seriam de 10% de corte no custeio e 47% de corte no investimento.

Liane vai participar, dias 8 e 9 de julho, de reunião na Andifes (a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) para discutir os cortes e também de um seminário sobre orçamento. Na mesma semana, a reitora estará com o secretário executivo do Ministério da Educação, em Brasília, para tratar especificamente da UFGD e dos cortes na universidade.

No encontro desta sexta-feira, a reitora já reconheceu que não haverá recursos para novas obras, já que 47% dos investimentos serão cortados e o restante seria utilizado para concluir as obras em andamento.

Calendário

Já sobre a suspensão do calendário acadêmico de graduação, tanto a reitora quanto o vice-reitor, Márcio Eduardo de Barros, se manifestaram favoráveis a essa ação, inclusive solicitaram um parecer jurídico da procuradoria sobre a suspensão.

Se o parecer jurídico consultivo apontar que não existiriam problemas nesse sentido, a reitoria encaminharia a suspensão do calendário acadêmico de graduação para a pauta da reunião do CEPEC (Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura), porém, se o parecer afirmar que os alunos e servidores podem ser prejudicados, o objetivo da reitoria é de que isso seja amplamente discutido e divulgado antes que a pauta da suspensão vá ao CEPEC.

No pior cenário, caso o Governo Federal decida pelo corte do ponto, a reitora Liane Calarge deixou claro que, por apoiar a greve e entender que é legítima, iria brigar em defesa do pagamento dos salários.