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Fetems é contra certificação para escolha de diretores

04 de novembro 2015 - 14h41 Por Redação Douranews
Fetems é contra certificação para escolha de diretores

A Secretaria estadual de Educação divulgou, oficialmente, nesta terça-feira (3), o resultado da avaliação de competências básicas dos dirigentes escolares da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul, realizada no mês passado. O profissional aprovado na avaliação integrará o Banco Único de Dados, que será formado por candidatos aptos a concorrer à eleição de diretores escolares, no dia 1º de dezembro.

A Fetems recebeu diversas reclamações dos trabalhadores que realizaram a prova e não foram aprovados. “Mesmo antes da prova, nós já havíamos nos pronunciado contrários a esta avaliação, pois entendemos que o que deve ser estabelecido em nossas unidades escolares é o sistema democrático, onde a comunidade escolar escolhe os seus dirigentes, sem interferência alguma, como um processo que pré-seleciona os/as candidatos e candidatas”, disse a entidade, em nota.

“Nossa defesa continua sendo por uma formação continuada, que permita com que todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação, inclusive os que ocupam cargo de direção escolar, estejam sempre evoluindo, aprendendo e desenvolvendo, rumo a qualidade da educação que sonhamos”, observa.

Segundo a Fetems, essa pré-avaliação dos possíveis candidatos a cargos de direção já mostrou que “não interfere em nada na qualidade das gestões escolares, prova disso, são diretores e diretoras que tiveram suas escolas aprovadas com altos índices nas avaliações do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que possui o intuito de medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino, e que simplesmente não foram aprovados ou aprovadas na recente prova aplicada pelo Governo do Estado”.

Meritocracia

A entidade também alertou que esse tipo de avaliação já é sinal de que a atual gestão do Governo do Estado quer que a Rede Estadual de Ensino caminhe rumo a implantação da Meritocracia [conforme anunciado pelo governador Reinaldo Azambuja na campanha eleitoral do ano passado], “um sistema de gestão que considera o mérito, como aptidão e a razão principal para se atingir posição de topo e nós somos totalmente contrários a isso e já ressaltamos diversas vezes o porquê deste nosso posicionamento”.

A meritocracia, para a Federação dos Professores, é a causa da formação de sociedades agressivamente competitivas e com grandes diferenças de riqueza e pobreza, logo, distantes do ideal de sociedades igualitárias. Uma das maiores dificuldades do sistema meritocrático é definir o que cada pessoa entende por mérito.

Por fim, diz a nota da Fetems, “se um sistema se intitula meritocrático e não o é na prática, ele certamente será utilizado para mascarar privilégios, além de gerar instabilidade e concorrência desnecessária, criar mecanismos como décimo quarto salário ou bonificações que não são da carreira e não irão para a aposentadoria, por exemplo, gerando assim a desvalorização profissional”.