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Educadores lutam por melhores salários e condições de trabalho

15 de março 2016 - 22h00 Por Douranews
Educadores lutam por melhores salários e condições de trabalho

A paralisação nacional de professores começou hoje, em Campo Grande, e a suspensão das aulas vão até a quinta-feira (17). Profissionais reivindicam principalmente o pagamento do reajuste do piso nacional de 11,36%, que ao que tudo indica não será pago integralmente pela prefeitura da Capital.

As atividades começaram nesta terça-feira (15) e vão até a próxima quinta-feira (17), com foco nas Redes Municipais que não estão cumprindo as legislações de valorização trabalhista, como a Lei do Piso Salarial Nacional, Lei nº 11.738, de 16/7/2008, que prevê 11,36% de reajuste salarial para os professores em 2016. Além de outras questões, como a implantação de 1/3 de hora-atividade na jornada de trabalho dos educadores.

Como parte das ações da Greve Nacional a FETEMS publicou, nesta terça (15), o Ranking Salarial dos professores, em primeiro lugar está o município de Campo Grande (R$ 3.394,74), seguido da Rede Estadual de Ensino (R$ 3.151, 76) e de Fátima do Sul (R$ 3.136,84). Mesmo Campo Grande aparecendo em primeiro lugar, a Prefeitura Municipal vem cumprindo a Lei Municipal nº 5.411 de 2014, que determina a implantação do Piso por 20 horas, uma bandeira assumida pelo atual prefeito, Alcides Bernal e que logo se tornou apenas promessa de palanque político.

Os três últimos municípios que aparecem no Ranking da Federação são Bela Vista (R$ 1.917,38), Guia Lopes da Laguna (R$ 1.834,88) e Miranda (R$ 1.697,40). Como dito acima o piso salarial do magistério foi atualizado em 11,36%, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738. O novo valor é de R$ 2.135,64.

Segundo o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, o lema nacional da greve é “Não a perda de Direitos dos Trabalhadores em Educação” e as pautas são: pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional dos Professores; Contra a Terceirização; Contra a entrega das escolas públicas ás organizações sociais (OSs); Contra o parcelamento de salários; Contra a militarização das escolas públicas e Contra a reorganização das escolas.

Dourados já possui deve participar da paralisação com caminhadas, audiências nas câmaras municipais.