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Fetems estima em 10 mil participantes de manifesto

11 de junho 2016 - 09h10 Por Redação Douranews
Fetems estima em 10 mil participantes de manifesto Trabalhadores ocupam as ruas centrais de Campo Grande em ato convocado pela Fetems — Foto: Divulgação/Assessoria

A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) calculou em mais de 10 mil trabalhadores o total de participantes, na manhã desta sexta-feira (10), do ato que paralisou mais de 90% das escolas públicas de todo o Estado. A mobilização fez parte do Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora de todo o país. Durante o ato, trabalhadores também aproveitaram para engrossar o coro nacional de ‘Fora Temer’ no Estado.

De acordo com o presidente da Feterms, Roberto Magno Botareli Cesar, os trabalhadores em educação levaram para o centro da Capital pautas em defesa da democracia; contra o fim do piso salarial e da hora-atividade; contra a reforma da previdência e o fim da aposentadoria especial dos professores; contra a privatização das escolas públicas, através das Organizações Sociais e da militarização; contra a retirada da obrigatoriedade dos recursos da Educação Pública (18% da União e 25% dos Estados e Municípios) da Constituição Federal; contra a alteração do regime de partilha na exploração do Pré-sal que destinaria recursos para a educação e saúde e também contra a entrega das riquezas naturais, como o petróleo, para o capital estrangeiro e contra a Lei da Mordaça que está sendo debatida em todo o território nacional e foi recentemente vetada na Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. A legislação tem como intuito proibir o debate em sala de aula questões de religião, sexualidade (conscientização, igualdade de gênero, violência contra a mulher, homofobia e etc...) e política.

O presidente da Fetems afirmou, ainda, que o objetivo central da mobilização foi atingido. “Levamos a educação e os demais trabalhadores para a rua, conseguimos paralisar e mostrar para a sociedade que não estamos de braços cruzados diante da perda de direitos e muito menos a favor dos ataques constantes a nossa tão jovem democracia. Todas as capitais do país deram o seu recado hoje e conosco não foi diferente”, disse.