Movimento de resistência da Faind ocupa UFGD desde quinta-feira — Divulgação
A UFGD comunicou, oficialmente, na tarde deste sábado (11), aos líderes do Movimento ‘Resiste Faind’, membros da Faculdade Intercultural Indígena, que mantém ocupada a Reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados desde quinta-feira (9), que vem tentando negociar a permanência do curso ‘Tekohá Arandu’, apesar do corte de verbas sofrido pela instituição.
Informa a UFGD que o Ministério da Educação anunciou um bloqueio de 14,5% do orçamento no final de maio, o qual foi reduzido para 7,2% no dia 3 de junho. No dia 9, data em que os estudantes decidiram ocupar a Reitoria, o MEC informou que metade do valor bloqueado seria remanejado para outros órgãos, “sto é, esse montante deixou de ser um bloqueio para configurar um corte no orçamento das Universidades”, relata o comunicado.
Em números, a UFGD teve R$ 1.716.282,00 de corte e bloqueio de R$ 1.698.536,00. “Desta forma, a UFGD tem hoje R$ 3.414.818,00 a menos de seu orçamento, no recurso denominado ação 20RK, que é o destinado à manutenção das Instituições Federais de Ensino”, relata o documento assinado pelo reitor em exercício, Arquimedes Gasparotto Junior.
No ofício, a UFGD se compromete com as principais demandas dos acadêmicos, mesmo diante do corte de verbas e pede um prazo até o começo de julho para nova reunião, onde serão apreciadas as reivindicações dos manifestantes.
Negociação
Os estudantes, sitiados no prédio da Reitoria, querem: A garantia de recursos para alojamento, transporte e alimentação para a estadia dos estudantes da Licenciatura Teko Arandu e da Licenciatura em Educação do Campo para as próximas etapas de aulas na universidade, que ocorrerão a partir de agosto; viabilização de um espaço temporário para alojamento dos estudantes da Faind e garantia da construção de um espaço próprio da UFGD (Casa da Alternância) para alojamento; e a implementação dos cursos da Faind na Matriz OCC (Orçamento, Custeio e Capital), para que haja a segurança do orçamento destinado à faculdade.
A UFGD sugere a criação de comissão mista, com representantes da Faind e da gestão da UFGD, com objetivo de estudar possíveis soluções para a criação da Casa de Alternância; diz que está empenhada em manter os cursos da Faind em funcionamento, pois ambos têm grande impacto na qualidade de vida dos povos do campo e indígenas de Mato Grosso do Sul e pede a colaboração de todos os envolvidos, “para que se possa encontrar soluções plausíveis, diante da escassez de recursos”. Os estudantes ainda não responderam se vão desocupar o prédio para continuar negociando.