Fetems mantém conversações com equipe do Governo — Divulgação
A Assembleia Legislativa aprovou, esta semana, reajuste de 14,95% nos salários do professor efetivo do Estado e a partir de agora o profissional do magistério começa a carreira ganhando o equivalente a R$ 5.900 por uma carga de 20 horas semanais. O valor é cerca de 4,5 vezes maior que o salário mínimo vigente no país.
O piso salarial é pago para o profissional que contar apenas com a graduação, sem pós ou mestrado. Caso possua alguma dessas capacitações, ele já pode iniciar ganhando algo em torno de 6.300, chegando a uma aposentadoria variável entre R$ 8.300 e R$ 9.100 após 35 anos de serviços prestados.
A Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado) acompanhou toda a tramitação e diz que agora a preocupação maior é que o Governo promova a chamada dos concursados do último processo de seleção. “Nossa maior luta é pelo concurso público e pela imediata convocação de 250 aprovados assegurada para este ano e o restante para início de 2024, conforme acordo com o Governo”, disse ao Douranews a vice-presidente da entidade, professora Deumeires Morais.
Ela disse também que, como o professor convocado foi tirado da Lei 087 (o Estatuto do Magistério) em 2019, o Governo estabelece os reajustes por decreto. “Este ano o convocado já teve 5% em maio, agora em outubro vai ter 10% e em janeiro do ano que vem mais 10%, reduzindo em 12,5% a diferença em relação aos efetivos”, informou.
A Fetems trabalha junto ao Governo para atingir a equivalência salarial dentro dos próximos três anos, conforme compromisso assumido pelo governador Eduardo Riedel. Paralelamente, continuam as negociações pela valorização da carreira do administrativo da Educação, com tratativas que envolvem também a Assembleia Legislativa.