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Patrimônio de candidato a vereador sobe 1.500% em Dourados

14 de julho 2012 - 14h51 Por Redação Douranews
Patrimônio de candidato a vereador sobe 1.500% em Dourados

O patrimônio do candidato a reeleição para a Câmara de Vereadores de Dourados, Gino José Ferreira, do DEM (Democratas), declarado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), conforme exigência da legislação, teve um acréscimo de aproximadamente 1.500% em relação ao declarado para disputar a primeira eleição ao mesmo cargo, em 2008.

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Em 2008, candidato declarou possuir R$ 59.910,02

A matemática dos números revela situações intrigantes. Na disputa para o primeiro mandato, o então candidato declarou um capital de R$ 59.910,02, composto na maior parte por cabeças de gado (R$ 47 mil). Para a disputa deste ano, o vereador Gino declarou possuir R$ 885.377,90, composto na maioria por dinheiro vivo (R$ 525 mil) e uma fazenda em Bela Vista (R$ 351 mil).

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Para este ano, candidato declarou patrimônio de R$ 885.377,90

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O mais curioso disso tudo é que em 2010, quando se candidatou e foi eleito segundo suplente ao Senado, na chapa do vitorioso Waldemir Moka, o vereador Gino havia declaro que possuía um capital da R$ 5,140 milhões, integralizado em várias operações, sendo a maior parte em uma fazenda, também na região de Bela Vista (R$ 4,8 milhões).

Outros números

Os números declarados por todos os candidatos a vereador nas eleições deste ano, e pelos quatro candidatos que solicitaram o registro para disputar a eleições de prefeito, estão contidos na página oficial do TSE e mostram, por exemplo, que o candidato Anizio Souza Santos, o Neguinho Anizio, do PTB, declarou não possuir nenhum bem.

Da mesma forma, o ex-vereador Edvaldo Moreira, eleito em 2008 pelo PDT e que na declaração de bens fornecida àquele ano para a Justiça Eleitoral possuía um patrimônio de R$ 70,800,00, formado por uma casa, um veículo Pálio e duas motocicletas, agora, para 2012, declarou não possuir bens. Mas, estimou gastos da ordem de R$ 200 mil na campanha.

Edvaldo renunciou ao mandato em 2010 depois de ser preso pelo envolvimento nas investigações da operação "Uragano" (furacão, em italiano) da Polícia Federal, que apura responsabilidades do grupo comandado pelo ex-prefeito Ari Artuzi, que também renunciou depois de ter sido preso. O ex-vereador, que era primeiro suplente da Câmara, chegou a ser secretário de Saúde na administração de Artuzi.

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