O deputado federal Marçal Filho, do PMDB, dono da rádio 94FM, disse nesta sexta-feira (17) que vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral que mandou suspender a programação da emissora por um período de 24 horas, como punição pelo fato de manter o quadro do ouvinte, aberto a reclamações, sugestões e críticas.
Depois de ter sido notificado pelo juiz da 43ª Zona Eleitoral Waldir Marques a pagar multa equivalente a R$ 21 mil e a rádio a permanecer 24 horas fora do ar, a partir do meio-dia de segunda-feira (20), o deputado citou episódio em que a Rede Globo de televisão admitiu ter manipulado o debate promovido entre os ex-candidatos Fernando Collor de Mello e Luís Inácio da Silva, em 1989.
"O Boni [José Bonifácio, ex-diretor da Globo] disse em seu livro que manipulou o debate entre Lula e Collor para favorecer o Collor e o Collor ganhou a eleição. O que aconteceu com a Globo? Tiraram a Globo do ar? Não. Então porque a 94fm tem que sair do ar", escreveu o deputado na conta social que mantém pela rede Facebook.
De acordo com a decisão do juiz Waldir Marques, a emissora de Marçal deverá, ainda “transmitir, a cada quinze minutos, a informação de que se encontra fora do ar por ter desobedecido a lei eleitoral com base no artigo 56 da lei 9504/97”.
A sentença do juiz atende pedido da coligação “Dourados unida por nossa gente”, encabeçada pelo atual prefeito e candidato a reeleição Murilo Zauti, sob a alegação de que a rádio 94 FM adotou “postura favorável aos candidatos Keliana Fernandes e Pastor Orlando e sua coligação, nos programas apresentados por Marçal Filho” e que o deputado fazia “severas críticas à atual administração, além de apresentar reclamação da população contra a Prefeitura Municipal o que representa propaganda eleitoral negativa”.