Com experiência em mais de 30 campanhas para prefeito, vereador e deputados, o marqueteiro político Justino Pereira considera importante "que os políticos ouçam o que as pessoas pensam deles e quais são as propostas que elas creem ser boas para resolver os problemas das cidades". Ele foi um dos entrevistados do Terra sobre a campanha que se desenvolve no âmbito das ferramentas disponibilizadas pela internet.
Pereira prega a democracia virtual dentro do que é válido na vida real: "se o argumento é político e não é ofensivo, preconceituoso ou incitador de ódios, não tem porque ser retirado. Faz parte do jogo democrático", disse. "A liberdade à expressão é a garantia de veiculação da verdade, o extremo oposto à injúria e à calúnia, que estão no campo da mentira. O exercício da liberdade não necessita de calúnias ou difamações", concluiu.
Eleições 2012 na web
Segundo o gerente de planejamento estratégico digital, Felipe Morais, "não tem como pensar em uma campanha política hoje, sem citar a campanha de Barack Obama em 2008". Morais ressaltou a repercussão dos conteúdos na web, mas alertou que "todo o controle na internet não tende a dar muito certo. Como dizemos no mercado, escreveu na web, escreveu na pedra, ou seja, fica para a eternidade. Por mais que o político delete uma publicação, alguém terá ela guardada em um blog ou em um tweet", explicou.
Morais ainda reforçou o argumento de que quando se tenta calar as pessoas no meio virtual, "elas se juntam em uma força maior, se conectam com muita rapidez e não tem como ninguém ou nenhuma empresa censurar".