Há um ano das convenções que vão determinar a forma como os partidos políticos irão participar das eleições de 2014, em Mato Grosso do Sul as conversas que são conduzidas pelos principais interessados nesse processo ainda permanecem distorcidas, e provocando reações internas; por enquanto, muito mais de descontentamentos.
Na última visita que fez a Dourados, o governador André Puccinelli (PMDB) disse que não existia a possibilidade de acordo com o PT para as eleições do ano que vem, e que, na eventualidade dessa hipótese, caberia aos petistas indicar, “no máximo”, o candidato a vice na chapa encabeçada pelo PMDB.
Nesta semana, perguntado sobre a proposta de André, o senador Delcídio do Amaral (PT) disse que “com tantos problemas, conflitos entre índios, falta de infraestrutura em muitos municípios, esse não é um assunto para ser discutido agora”. Delcídio confirmou que deseja ser candidato a governador, mas não opinou sobre a tese de o PT ficar com a vaga de vice.
Bastidores
Enquanto isso, nos bastidores, os partidários, tanto do PMDB como do PT, já se mexem. Nos encontros internos que os peemedebistas decidiram realizar em algumas regiões do Estado [a plenária de Dourados, que seria feita nos dias 10 e 11 de maio, já foi adiada], é visível o incômodo com a possibilidade de apoio à candidatura de Delcídio ao governo em troca da vaga de senador. Tese, aliás, que chegou a ser defendida por André nesta terça-feira (11), durante lançamento de obras no interior, como revela o jornalista Willams Araújo, do jornal Conjuntura online.
Da mesma forma, petistas que estão realizando pré-encontros municipais visando as plenárias regionais agendadas para a partir deste mês [em Dourados, o PT deve reunir militantes dos municípios vizinhos no final de semana] agonizam quando o assunto é a formação de chapas, e estremecem com a possibilidade do deputado Zé Teixeira, ainda no DEM, vir a ser o candidato a vice de Delcídio, com uma estratégica mudança de partido, para o PSB, por exemplo, como já fez o prefeito Murilo Zauith há um ano para ganhar a ‘simpatia’ dos petistas na reeleição.
Enquanto isso, o que existe de concreto é que no primeiro domingo de outubro do ano que vem serão realizadas eleições, em primeiro turno, para a escolha de governadores e presidente do Brasil, além da renovação das vagas de deputado estadual e federal e de um terço do Senado.