O senador Delcídio do Amaral (PT) afirmou na manhã desta segunda-feira (12) que continua conversando com lideranças do PMDB e do PSDB visando construir uma aliança em torno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul em 2014.
Durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da rádio FM Capital, o senador garantiu que não há impedimentos no plano nacional em torno desse projeto político.
Na prática, esse é o desejo das cúpulas nacionais de PMDB e PT. A presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente Michel Temer, por exemplo, se articulam para repetir nos estados a aliança nacional, apesar dos focos de resistência que surgiram após as manifestações populares em todo o país.
“Estamos conversando com o PSDB e com o PMDB, agora se não der vamos para a disputa, eu acho importante esse debate. Tenho discutido isso claramente, não é conversa de bastidores”, declarou o senador, conforme reportagem do jornal Conjunturaonline.
Delcídio disse que tem trabalhado em conjunto com o PSDB em algumas ações no Estado e citou o nome do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) como importante liderança a compor um eventual projeto político no futuro.
No caso da direção nacional do PSDB, o caminho mais viável é a candidatura do senador Aécio Neves (MG) à Presidência da República, o que não impedira uma aproximação com os petistas em Mato Grosso do Sul, conforme atesta Delcídio.
O petista afirmou ainda que tem mantido uma boa relação institucional com o governo do Estado, apesar do governador André Puccinelli (PMDB) continuar cogitando os nomes do ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad e da vice-governadora Simone Tebet como alternativas de sucessão.
PMDB
Ainda assim, há setores do PMDB interessados numa aliança encabeçada pelo senador petista. O presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, é um dos que acham que o partido, desta vez, deveria abrir mão de candidatura própria para apoiar Delcídio, fato que gerou polêmica dentro do grupo.
Diante disso, Nelsinho reagiu duro ao dizer que o correligionário só adotou essa postura porque tem interesse que seu cunhado, Pedro Chaves, assuma o Senado na eventualidade de Delcídio ser eleito governador, revela o Conjuntura. Chaves é primeiro suplente na chapa de Delcídio.