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Resolução do PSDB nacional tira Reinaldo e Zé Teixeira de Delcídio

12 de fevereiro 2014 - 13h08 Por Redação Douranews
Resolução do PSDB nacional tira Reinaldo e Zé Teixeira de Delcídio

O senador Delcídio do Amaral (PT), pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul, não poderá contar no palanque dele com o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), que pretende concorrer ao Senado nas eleições deste ano depois que o comando nacional do PSDB anunciou ontem (11) que as propostas de coligações e lançamento de candidaturas próprias pelo partido nos Estados deverão ser autorizadas pela Comissão Executiva Nacional da legenda.

A determinação, aprovada por unanimidade, está em resolução divulgada pelo partido e tem como foco “a consolidação da unidade tucana, a difusão dos princípios partidários e a candidatura do PSDB à Presidência da República”. Da mesma forma, o DEM, presidido em Mato Grosso do Sul pelo deputado douradense Zé Teixeira, deverá ficar fora do projeto de Delcídio, que chegou a sondar o parlamentar como possível candidato a vice-governador. Zé Teixeira sempre deixou claro que vai seguir os passos de Reinaldo.

O nome do senador Aécio Neves, presidente nacional dos tucanos, é apontado para disputar a presidência da República contra a candidata a reeleição e atual presidente Dilma Rousseff, pelo PT. Com isso, alianças regionais deverão ter esse instrumento balizador.

A primeira reunião do ano da Executiva Nacional do PSDB contou com a participação de maioria dos integrantes, muitos inclusive que deverão disputar eleições este ano. Aécio citou, pessoalmente, a proximidade com o PSB do governador Eduardo Campos, de Pernambuco, com quem o PSDB mineiro, estado de origem do senador, mantém aliança há dez anos.

“Cito meu estado, Minas Gerais, como um exemplo. O PSB participa há 10 anos de uma aliança conosco. Não posso, agora, pedir para que eles deixem de integrar um projeto que eles também construíram. Acontecerá o seguinte: os partidos defenderão a mesma candidatura no plano estadual e, no nacional, cada um lutará pelo seu nome próprio”, ressaltou.

Para o presidente nacional do PSDB, a decisão possibilita que o partido coordene melhor o trabalho nos estados, o que fortalece a candidatura nacional. “O PSDB tem uma prioridade que supera todas as outras: eleger o próximo presidente da República”, apontou, indicando que, no caso de Mato Grosso do Sul, por exemplo, tucanos e socialistas deverão caminhar juntos na disputa majoritária, com palanques nacionais distintos.

O senador afirmou que a Comissão Executiva Nacional do PSDB não interferirá em alianças naturais já firmadas por diretórios estaduais do partido com outras legendas. A medida tem caráter preventivo, por evitar que, em uma etapa posterior, a Comissão Executiva Nacional venha a ser obrigada a realizar intervenções nos diretórios estaduais.

De acordo com o documento, as representações estaduais do PSDB precisam apresentar à Executiva nacional, até o dia 30 de março, uma análise da conjuntura política local, que norteará a política de candidaturas e alianças.

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