O governador André Puccinelli (PMDB) é um dos líderes nacionais do partido que começa a tomar gosto pela proposta de um grupo de descontentes do partido em se distanciar cada vez mais da presidente Dilma Rousseff (PT), a quem os peemedebistas se aliaram desde o primeiro momento, com a indicação do vice-presidente Michel Temer nas eleições passadas.
André faz parte do coro de membros do PMDB que veem com bons olhos uma aproximação do candidato Eduardo Campos (governador de Pernambuco) pelo PSB, na chapa que já tem a participação da ex-senadora Marina Silva, do Rede Sustentabilidade e do PPS do deputado Roberto Freire. “Faríamos um bom embate”, tem dito o governador a interlocutores mais próximos.
Nessa hipótese, Puccinelli estaria disposto a deixar o Governo para a vice Simone Tebet em Mato Grosso do Sul na primeira semana de abril e assumir a candidatura ao Senado, com a possibilidade de apoiar o candidato a governador da legenda Nelsinho Trad e ainda se somar ao projeto nacional de Eduardo Campos que deve ter como candidato a governador o atual prefeito de Dourados, Murilo Zauith. O socialista já afirmou que a candidatura de André seria um reforço importante no palanque de Campos no Estado.
Mas, enquanto isso não acontece, no plano nacional a presidente Dilma continua tentando contemporizar os ânimos dos descontentes do PMDB e no Estado permanece a incerteza em relação a quem vai se desincompatibilizar dos atuais cargos no prazo máximo fixado pela Justiça Eleitoral, dia 4 de abril, para disputar novas eleições.