O instituto Datafolha realizou nova rodada de pesquisa para presidente da República, divulgada neste sábado (5) pelo site do jornal Folha de S. Paulo. Os números, reproduzidos pelas redes sociais, indicam que a presidente Dilma Rousseff (PT) teria 38% das intenções de voto e venceria no primeiro turno caso a eleição fosse hoje e ela tivesse como adversários o senador Aécio Neves (PSDB), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), e incluísse candidatos de partidos menores.
Nesse cenário, Aécio teria 16% das intenções de voto e Campos, 10%. Votos em branco ou nulos seriam a opção de 20%. Outros 9% responderam que não saberiam em quem votar.
O Datafolha entrevistou 2.637 pessoas em 162 municípios na quarta (2) e quinta-feira (3), com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em relação à pesquisa feita em fevereiro e comparando o mesmo cenário, a intenção de votos em Dilma caiu de 44% para 38%. Aécio manteve os mesmos 16% de intenções de voto e Campos tinha 9%.
Cenários
De acordo com a pesquisa Datafolha, em cinco cenários, a única candidata que poderia levar as eleições para presidente para um eventual segundo turno seria Marina da Silva, hoje aliada de Campos, que tem 27% das intenções de voto, o que representa uma elevação de 4% em relação ao levantamento de fevereiro deste ano. Neste caso, Dilma teria 39% das intenções de voto e Aécio, 16%.
Sem os partidos menores, Dilma teria 43% das intenções de voto, Aécio, 18%, e Campos, 14%.
Lula
Caso Lula fosse o candidato do PT na disputa para a presidência, ele teria 52% das intenções de voto. Aécio teria 16%, e Campos, 11%. No cenário com Lula, Marina e Aécio, o candidato do PT teria 48% das intenções de voto, Marina 23%, e Aécio, 14%.
Segundo o levantamento do Datafolha, a queda na aprovação da presidente Dilma Rousseff em relação à última pesquisa está relacionada com a deterioração das expectativas de inflação, com o emprego e com o poder de compra da população.
A pesquisa também mostra que, hoje, para 63% dos entrevistados, a presidente faz menos pelo país do que eles esperavam - contra 34% há pouco mais de um ano, segundo repercutiu o portal G1.