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Barbosa é o nome do PSB para disputar o Governo, diz Murilo

27 de abril 2014 - 11h24 Por Redação Douranews
Barbosa é o nome do PSB para disputar o Governo, diz Murilo

O anúncio do ex-presidente estadual do PSDB, deputado Reinaldo Azambuja, de que está enfrentando dificuldades para ficar com o senador Delcídio do Amaral, do PT, depois de percorrer quase todo o Estado juntos em busca de apoios para o que se cogitou ‘uma dobradinha invencível’, volta a colocar o PSB entre as alternativas de disputa eleitoral para a sucessão do governador André Puccinelli.

Essa evidência ganhou contornos ainda mais fortes depois que, tanto Reinaldo quanto André, durante encontros do PSDB e do PMDB em Dourados, afirmaram que o PSB ‘é indispensável’ para a formação do projeto eleitoral de quaisquer desses partidos para as eleições do dia 5 de outubro. Reinaldo disse, na Câmara, que a participação do PSB seria fundamental, enquanto o pré-candidato do PMDB, Nelsinho Trad, voltou a falar, na Aced, que a região pode indicar o vice.

Ouvido pelo Douranews após os encontros políticos do sábado (26) no Município, o presidente estadual do PSB, prefeito Murilo Zauith, de Dourados, que não foi a nenhum desses encontros, disse que o partido está pronto para a disputa, e que possui nomes à altura para essas eleições.

“O Barbosa está afinado, passou pelo desafio de resgatar a credibilidade da Sanesul, deixou o comando da empresa depois de superar a marca de R$ 1 bilhão em investimentos com saneamento”, citou, como um dos exemplos. Além disso, segundo Murilo, a ex-secretária de Produção do Estado, Tereza Cristina, reconhecida hoje como uma das autoridades do agronegócio no País, também estaria preparada para esse desafio.

O presidente do PSB citou ainda outra mulher, a advogada Tatiana Ujacow, que já foi candidata a vice-governadora e tem se colocado à frente de várias causas sociais no projeto nacional do Rede, partido que ajudou a fundar com a ex-senadora Marina Silva e que hoje integram o projeto da candidatura presidencial do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Novo quadro

Um observador político que acompanhou os dois encontros do fim de semana em Dourados analisou que a ausência do PSB nesses eventos, e a citação do nome do partido por lideranças presentes, foi muito sintomática. “O PSB tinha o nome do Murilo como principal indicação tanto para o Governo como para o Senado, mas ninguém quis ouvi-lo nesse projeto; falaram mais alto os egos do Delcídio e do Reinaldo, que se achavam imbatíveis. Agora que o Reinaldo ficou ‘sem chão’, por conta dos problemas do Delcídio com o escândalo da Petrobras, com certeza eles devem estar lamentando ter desdenhado essa composição com o Murilo”.

Segundo ainda esse observador, acreditado nos meios políticos e bem relacionado com todas as correntes [que preferiu manter-se sob sigilo], o momento político nacional impõe uma renovação com responsabilidade. “Em Mato Grosso do Sul, assim como o eleitor não via com bons olhos, e ainda não vê, essas articulações de bastidores do PMDB com o PT, também não é bem visto os interesses de grupos políticos da Capital de continuarem relegando a Dourados o papel de coadjuvante, só nos oferecendo vices e suplentes”, comentou.

Até quarta-feira (30), prazo anunciado pelo deputado Reinaldo para definir a participação na chapa do senador Delcídio, que dependeria do aval nacional dos dois partidos, o PSB deve intensificar os contatos. O deputado do PSDB pode ser levado a reavaliar o projeto e vir a disputar o Senado nesse novo cenário. Segundo o presidente Murilo, “nossos nomes estão aí colocados, bem avaliados, preparados, e a nossa conversa tem sido transparente e uma só, política se faz conversando, compondo, na base do respeito, e Dourados está pronta para ocupar o seu lugar”, afirmou.

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