O PT realiza neste sábado (21) a convenção nacional para lançar oficialmente a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, dando a largada para uma campanha que deve apostar mais uma vez nas comparações entre os governos petistas e tucanos e recheada de um discurso de maior participação dos aliados.
A candidatura de Dilma, que deve ser formalizada por aclamação, não enfrenta o melhor dos mundos. A popularidade da presidente e do governo dela mantinha-se em altos patamares até sofrer uma forte queda na época dos protestos que tomaram as ruas em diversas cidades do país em junho do ano passado. A presidente chegou a recuperar parte do terreno perdido, mas muito longe do nível pré-manifestações. Pesa ainda o baixo desempenho econômico, que pode atrapalhar os planos do PT de comandar o país por mais quatro anos. A inflação tem se mantido em níveis elevados enquanto a economia brasileira não tem demonstrado reação para crescer, como escreve o Terra.
Dilma passou também por apuros com os aliados, tensão que culminou com a ameaça de rompimento do principal partido da coligação, o PMDB. Essa crise foi debelada, pelo menos parcialmente, garantindo a homologação do presidente de honra da sigla e vice-presidente da República, Michel Temer, para compor novamente a chapa com Dilma, mas boa parcela dos peemedebistas não trabalharão para a reeleição.
Dada a conjuntura, petistas preocupam-se agora em combater as críticas da oposição confrontando de maneira "didática" os 12 anos das gestões de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os oito anos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).