O PT homologou ontem (27), por aclamação, a candidatura de Delcídio do Amaral ao governo do estado, o médico Ricardo Ayache candidato ao Senado e as chapas de deputado federal e deputado estadual. Também foi oficializada a aliança com 10 partidos (PR, PDT, PV, PTB, PTC, PCdoB, PROS, PRP, PSDC e PSL) que, juntos, formarão a coligação “Mato Grosso do Sul com a Força de Todos”. O candidato a vice-governador é o deputado estadual Londres Machado (PR). A professora Leocádia Petry Leme (PDT) e Joedi Guimarães (PRP) são suplentes de Ricardo Ayache.
O evento contou com a participação de aproximadamente 4 mil pessoas, entre elas o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o presidente da Associação Sul-mato-grossense de Municípios, Douglas Figueiredo, 40 prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, dirigentes partidários, candidatos a deputado estadual e federal e até mesmo lideranças que, mesmo não fazendo parte da coligação, apoiam a candidatura de Delcídio, como o presidente da Assembléia Legislativa , deputado Jérson Domingos (PMDB), a prefeita de Juti, Isabel Cristina, a Bel (DEM) [o partido está na coligação de Reinaldo Azambuja] e o prefeito de Bonito, Leonel Brito, o Leleco, que é filiado ao PTdoB, partido que apoia o candidato Nelsinho Trad.
Em seu discurso, Delcídio definiu como prioridades da futura gestão os investimentos em saúde, segurança pública, educação, na diversificação da economia, a inclusão social e a geração de empregos.
“Vamos regionalizar o atendimento à saúde e buscar parcerias públicas e privadas que permitam ampliar os serviços. Temos que investir na educação em todos os níveis, melhorar o ensino fundamental e médio, implantar definitivamente a escola em tempo integral, aumentar o número de escolas técnicas e fortalecer a Uems (Universidade Estadual). Vamos investir na PM e na Polícia Civil, estabelecer uma politica competente e digital no setor de segurança pública, olhando com atenção maior as fronteiras. Mato Grosso do Sul é o estado do agronegócio, de extrema importância na nossa economia, mas é preciso promover a diversificação, com incentivos a indústria, ao turismo, ao comércio e ao setor de serviços. Para isso, vamos reduzir a carga tributária e facilitar a vida dos empresários, especialmente das micro e pequenas empresas. Queremos um estado tecnológico, digital, com escolas e serviços integrados. Vamos descentralizar e regionalizar a administração, porque as pessoas não podem vir toda hora a Campo Grande para resolver seus problemas”, enfatizou.
O candidato destacou ainda que, eleito governador, fará uma gestão democrática, pautada no respeito aos cidadãos e às instituições. “Queremos um governo pautado pelo respeito aos poderes legislativo e judiciário, uma administração transparente, que coloque à disposição da população, em tempo real, todas as suas contas, um estado que olhe com atenção especial os jovens, as mulheres, os idosos, os índios os negros, e que não politize a luta pela terra e a questão indígena. Faremos uma gestão onde a reforma agraria será adotada como política de estado, um governo de oportunidades, onde todas as pessoas tenham chance de trabalhar e criar seus filhos”, observou Delcídio.
Lula
O ex-presidente Lula disse que a disputa em Mato Grosso do Sul e no Brasil não será entre pessoas, mas sim entre projetos de administração do estado e do país.
“As eleições de 2014 não são do Delcídio ou da Dilma contra este ou aquele candidato. Elas serão marcadas por uma disputa de projetos, de modelos, de formas de governar. Não se trata de uma disputa pessoal, mas um debate entre aqueles que querem que o Brasil seja como era antes de 2002 e aqueles que querem a continuação da revolução política, econômica e social que implantamos a partir de 2003”, disse Lula.