Até agora, a presidente Dilma Rousseff vinha tirando proveito da onda de otimismo espalhada no país pela Copa do Mundo. Colou sua imagem à do sucesso do torneio até aqui, e não hesitou em usar o Mundial para atacar seus críticos, aos quais diversas vezes classificou como "pessimistas". O vexame da seleção brasileira nesta terça-feira (8), contudo, deve provocar uma guinada na estratégia da petista, que busca a reeleição.
Reportagem desta quarta-feira (9) do jornal Folha de S. Paulo, com repercussão nas redes sociais, informa que a equipe da presidente teme que o mau humor decorrente da derrota por 7 a 1 para a Alemanha no Mineirão contamine as expectativas dos brasileiros sobre outros temas, como economia [a inflação oficial ultrapassou em doze meses o teto da meta do governo], e afetem a campanha de Dilma. Segundo o jornal, integrantes do governo chegaram a citar a expressão "descolar da Copa" em discussões sobre o jogo, ainda na noite desta terça.
Logo após o jogo, Dilma procurou mostrar solidariedade à seleção. Pela conta no Twitter, escreveu: "Assim como todos os brasileiros, estou muito, muito triste com a derrota. Sinto imensamente por todos nós, torcedores, e pelos nossos jogadores". E prosseguiu: "Não vamos nos deixar alquebrar. Brasil, 'levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima'".