O candidato a governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que, se for eleito, irá alterar os critérios de aplicação do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul). O deputado explicou que não pretende acabar com o fundo, em um primeiro momento, mas quer mudar a forma de divisão dessa receita entre os municípios, que hoje é feita com base na arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O candidato propõe que o repasse seja feito de acordo com a extensão da malha viária.
Ele disse ainda que irá revogar a lei que modificou as regras do fundo destinando parte do montante arrecadado para investimento em vias urbanas. Na avaliação dele, essa lei vai contra o objetivo do fundo, cobrado sobre a produção agrícola, pecuária e combustíveis para construção, manutenção, recuperação e melhoramento de rodovias estaduais, pontes e obras complementares.
“O governo tem que ter as suas prioridades para atacarmos as demandas. Temos o Fundersul que precisa ser rediscutido com o setor produtivo do Estado: agropecuária, indústria e comércio. Por quê? Porque tem obras do Fundersul que eu não entendo. Tem pavimentações de rodovias que são questionáveis. Eu acho que nós precisamos discutir isso. Se é um fundo que é rateado e pago por todos nós, todos os setores, vamos discutir qual é o eixo prioritário do Estado”, afirmou.
Plano de Governo
Após essas explanações em reunião com o setor produtivo, Reinaldo reuniu-se com a equipe encarregada pela elaboração do Plano de Governo, registrado junto com o pedido de candidatura protocolado na Justiça Eleitoral.
Áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de emprego e renda foram levantadas entre as necessidades do Estado, depois que o PSDB ouviu, por meio do projeto PensandoMS, cerca de 220 mil pessoas de todas as regiões de Mato Grosso do Sul ao longo de mais de um ano.