O candidato do PCB (Partido Comunista Brasileiro) à Presidência da República, Mauro Iasi, defendeu nesta quinta-feira (7), em entrevista ao vivo no canal G1, um tabelamento de preços como forma de a sociedade não ficar submetida aos interesses do mercado.
Em resposta a pergunta de um internauta sobre o preço da gasolina, Iasi afirmou que é possível baixar o preço desse produto e de outros.
"Achamos que é possível ter preços tabelados, é possível uma sociedade não se reger diretamente apenas pelos jogos e a pressão do mercado. Defendemos tabelamentos, principalmente tabelamentos em áreas tão essenciais, como é o caso dos combustíveis", declarou.
Durante cerca de 45 minutos, o presidenciável do PCB respondeu a perguntas de internautas e do portal, em três blocos, conduzidos pelos jornalistas Tonico Ferreira, da TV Globo, e Nathalia Passarinho, do G1.
A um internauta que o questionou sobre as vítimas que o comunismo provocou em vários países, Iasi respondeu que o capitalismo é que é "uma coisa que tem demonstrado não ter dado certo". Segundo ele, o socialismo "se alimenta da própria inviabilidade de uma forma capitalista que prometeu um mundo harmonioso, igualitário, de diminuição de desigualdades, e nós temos hoje um mundo bastante conturbado, bastante diferente desse desenho".
Fim da PM
Mauro Iasi também se disse favorável ao fim da Polícia Militar porque, segundo ele, a corporação se baseia "na lógica do inimigo" e provocou um "verdadeiro genocídio" contra negros e pobres.
"A política de segurança pública no Brasil repete o tripé endurecimento penal, repressão e encarceramento. A nossa convicção é que essa fórmula faliu. Não responde ao problema. A PM é uma corporação militar, baseada na lógica do inimigo interno. Isso tem gerado no Brasil um verdadeiro genocídio, principalmente na população negra e pobre das favelas", declarou.
O candidato também foi questionado sobre a opinião a respeito das ações violentas dos black blocs na onda de manifestações de rua deflagrada em junho do ano passado. Iasi disse que considera errado criminalizar o manifestante, mas ressaltou que diverge da tática dos black blocs.