A ex-senadora Marina Silva permanece reclusa na casa onde mora, na Zona Sul de São Paulo, ainda abalada com a morte de Eduardo Campos (PSB), ao lado de quem disputava a Presidência da República na condição de vice. Ela já afirmou que não pretende se pronunciar sobre os rumos da candidatura até que Campos seja enterrado. Mas no PSB as conversas sobre os rumos da chapa não cessam. Na sigla as discussões já dizem respeito ao nome que será lançado como vice, caso Marina de fato se lance na disputa ao Planalto, como publica reportagem da revista Veja na internet.
O deputado federal Beto Albuquerque, que disputa o Senado pelo PSB no Rio Grande do Sul é um dos nomes cogitados para ser o vice de Marina se a candidatura da ex-senadora for confirmada. Membros do partido veem o parlamentar como uma das melhores opções para compor a chapa, devido à articulação que ele mantém com a Rede Sustentabilidade, partido que Marina tentou fundar sem sucesso. A proximidade de Albuquerque com o meio empresarial também conta a favor.
As especulações para vice passam também pelos nomes de Júlio Delgado, deputado pelo PSB em Minas Gerais, por Maurício Rands, coordenador de programa da campanha de Campos e ex-deputado pelo PT, e por Antônio Campos, irmão do presidenciável morto. Delgado disse ao site de Veja que o surgimento desses nomes é “pura especulação”. Ele nega que os principais dirigentes estejam reunidos para definir os rumos da campanha. Nesta sexta (15), a executiva do partido convocou uma reunião para a próxima quarta-feira (20), com o objetivo de definir os rumos da candidatura. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o prazo para que o PSB indique um novo candidato expira no sábado (23) que vem.