A ex-senadora Marina Silva deu aval nesta sexta-feira (15) ao comando do PSB para realizar uma consulta interna no partido sobre a entrada dela na disputa à Presidência da República, em substituição ao ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo na quarta-feira (13) no litoral paulista. Nesta sexta, lideranças do PSB estiveram na casa de Marina, em São Paulo, para uma visita informal. A cúpula do partido agendou uma reunião para oficializar o futuro da sigla na próxima quarta (20), em Brasília.
Embora não tenha afirmado taxativamente que quer encabeçar a chapa, Marina deu o sinal mais claro até agora de que está disposta a entrar na corrida eleitoral. Desde a última quarta-feira, ela tem dito que não fará nenhum anúncio até que o corpo de Campos seja enterrado, domingo (17), em Recife.
A comitiva enviada à casa de Marina foi capitaneada pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, além da deputada Luiza Erundina (SP), do secretário-geral da sigla, Carlos Siqueira, e de Walter Feldman, conselheiro da ex-senadora e responsável pela "ponte" entre o PSB e os "marineiros" da Rede Sustentabilidade.
Na rápida conversa, no final da tarde Marina autorizou o partido a realizar a consulta interna sobre o apoio à candidatura – e ouviu do grupo que as lideranças majoritárias já manifestaram apoio a ela, classificada como "o caminho natural". Segundo aliados da ex-senadora, ela só aceitará a candidatura se seu nome for aclamado pelo partido. Além disso, faz questão de fechar questão antes com os dirigentes de sua Rede. O principal temor de Marina é que os já complicados arranjos nos palanques estaduais se deteriorem. Nas últimas 24 horas, lideranças regionais do PSB, partido que durante anos orbitou os governos Lula e Dilma Rousseff, foram procuradas por petistas numa tentativa de reaproximação, conforme reportagem da revista Veja na internet.