Questionada quatro vezes sobre se não foi "condescendente" com a corrupção já que o PT é um partido com "um grupo de pessoas comprovadamente corruptas, mas que são tratados como guerreiros, como vítimas", segundo afirmou o jornalista William Bonner, da TV Globo, a presidente Dilma Rouseff não respondeu a essa resposta, durante participação ontem (18) à noite na roda de entrevistas que a emissora está fazendo com presidenciáveis. Antes dela, já foram entrevistados Aécio Neves, do PSDB e Eduardo Campos, do PSB, que morreu no dia seguinte à participação ao vivo no programa da Globo.
"Eu sou presidente. Eu não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal. A Constituição exige do presidente da República que nós respeitemos e consideremos a autonomia dos outros órgãos. Eu não julgo as ações do Supremo. Eu tenho opiniões pessoais. Durante o processo inteiro não manifestei nenhuma opinião. Não vou tomar nenhuma posição que me coloque em confronto, em conflito, aceitando ou não. Eu respeito as decisões da Suprema Corte brasileira", declarou Dilma.
Sobre corrupção na administração federal, disse que, nos dois governos do PT, nenhum procurador-geral da República foi chamado de "engavetador-geral", como chegaram a ser conhecidos outros ocupantes da mesma função em governos anteriores.