Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
16°C
Eleições

Se candidata, Marina terá que explicar fonte de renda desde 2011

19 de agosto 2014 - 11h06 Por Redação Douranews
Se candidata, Marina terá que explicar fonte de renda desde 2011

Com a entrada de Marina Silva na disputa presidencial, os demais concorrentes e o próprio eleitor deverão questionar a fonte de rendimentos da ex-senadora desde que deixou o mandato, em 2011. E, segundo o jornalista Rubens Valente, que saiu de Dourados para a editoria de política do jornal ‘Folha de S. Paulo’ em Brasília, o eleitor tem o direito de saber. “Fundamentalmente para entender se interesses privados se cruzam com interesses da política Marina, tanto a ex-senadora quanto a eventual presidente da República”, justifica o jornalista.

Valente lembra que, em 2013, antes de sair em licença do jornal em que trabalhou, ele pesquisou esse assunto. “Numa pesquisa que durou alguns dias, localizei e pedi informações a 30 instituições que, de alguma forma, deixaram algum rastro na internet sobre palestras ministradas pela ex-senadora a partir de 2012”. Havia bancos e universidades, mas apenas um foi transparente, lembra. O Conselho Federal de Contabilidade reconheceu ter pago “a bagatela de R$ 33 mil a Marina por uma única participação em um congresso no Pará”.

“Fui então indagar à assessoria da então presidenciável. Ela se recusou a fornecer quaisquer valores e contratantes. Limitou-se a dizer que Marina na verdade proferiu 57 palestras pagas desde 2012. Ou seja, quase a metade das palestras que Marina profere nem sequer aparece na internet (ou pelo menos eu não as encontrei). Isso levanta outra questão: Marina fez ou faz encontros pagos e sigilosos com empresários?”

A ex-senadora alegou, pela assessoria, que se vê impedida de informar os valores porque assinou cláusulas de confidencialidade com os clientes. “Ora, claro que ninguém é obrigado a assinar cláusula alguma: se Marina assinou é porque concordou com o sigilo. O modo pelo qual uma candidata à Presidência trata a questão da transparência também é de extremo interesse público”, sustenta Rubens Valente.

Leia Também