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Douranews pesquisa: Como entender a 'nova política'

10 de setembro 2014 - 21h22 Por Redação Douranews
Douranews pesquisa: Como entender a 'nova política'

Ungida candidata a presidente do Brasil, depois do acidente aéreo de 13 de agosto, a ex-senadora Marina Silva anuncia, como trunfo principal que a levaria ao poder central, a implantação de uma ‘nova política’. A tradução para essa terminologia, que, no entendimento do anterior candidato, significaria a saída de cena das ‘velhas raposas’ [personificadas nos políticos que interferem no comando do País há décadas], acaba se aproximando de discursos não tão antigos, e até bem conhecidos, como os que instituiu a ‘Nova República’, com o ex-presidente Fernando Collor, para não buscar mais atrás, no Estado Novo de Vargas, as origens históricas da renovação cíclica.

O Douranews apresentou essa proposta para dois estudiosos políticos. Analisar as terminologias que surgem em períodos de campanha eleitoral, como a atual, onde candidaturas majoritárias sugerem “mudança de verdade”, “mais mudanças”, ou a ‘nova política’.

Para o professor Eudes Fernando Leite, docente do Programa de Pós-Graduação em História da UFGD, por exemplo, o Brasil passou a viver um dos mais longos períodos de regime democrático a partir de meados da década de 1980, com o fim do regime militar. “É com a Nova República que o “novo” reaparece com vigor no vocabulário político nacional. E seu uso quer significar o rompimento com tudo o que antecede o que seria “novo”; evidenciando um engano colossal. Não se apaga e não se separa do passado de forma plena e absoluta! Do Estado Novo, do Velho Vargas, passando pela Nova República e pelos cruzados novos, até chegarmos a tal “Nova Política”, busca-se criar a imagem de que o novo realmente acontecerá”.

Bruno Barreto, professor de Marketing Político do curso de Publicidade e Propaganda da Unigran, avalia que, apesar dos esforços dos coordenadores políticos dos candidatos envolvidos na disputa de 2014, “o horário eleitoral que poderia ser o espaço para que os conceitos de “Mais mudanças”, “Mudar com responsabilidade” e “Nova política” ficassem claros para a população, na medida em que se aproximam as eleições, é mais usado para o ataque aos adversários, e/ou para defesa, que para divulgar propostas” e que, talvez por isso mesmo, “nenhum candidato, até o momento, conseguiu conquistar as massas que foram às ruas e canalizar seus votos”.

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