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Candidatos ‘estão comprando’ gente em MS, diz PSOL

25 de setembro 2014 - 21h25 Por Redação Douranews
Candidatos ‘estão comprando’ gente em MS, diz PSOL

Candidato do PSOL ao Governo de Mato Grosso do Sul, o professor Sidney Melo disse que “com essa dinheirama toda apresentada nas declarações de contas da campanha, só podem estar comprando gente, porque o que se vê nas ruas, dos candidatos, não custou tudo isso”. Em visita ao Douranews, na tarde em que participaria do debate entre os candidatos, na UFGD, Melo disse que “uma campanha curta e rápida como esta não poderia custar essa fortuna”. Estima-se que os candidatos já gastaram em torno de R$ 31 milhões na atual campanha.

É por isso que o PSOL, partido fundado há dez anos, de uma ruptura com o PT, defende “há pelo menos oito anos”, segundo o candidato, a proibição dos investimentos privados em campanhas eleitorais. “A corrupção começa bem antes da eleição”, segundo ele, porque “quem investe em candidaturas vai receber o que aplicou no mandato do eleito”. Sidney Melo defende a redistribuição do Fundo Partidário para que haja menos desigualdade na disputa.

O candidato a governador, que visitou o Douranews acompanhado do candidato a vice Waldely Vaneli e do candidato a senador Lucien Rezende, também estava em companhia de familiares e do douradense José Roberto, que concorre a deputado estadual pela legenda.

Sidney Melo e Lucien Rezende se mostraram otimistas com a campanha que realizaram no Estado. “Sabemos que nessas eleições não dá pra trocar tudo, o ideal seria substituir de governador e deputados estaduais, todos os que estão aí, mas já pudemos mostrar que é possível trazer a indignação das ruas para dentro das urnas”, disse.

O candidato a senador citou, por exemplo, a constatação que fez ao passar por Três Lagoas, cidade apontada como exemplo de crescimento industrial, “e onde pudemos comprovar a miséria, a violência e os maiores índices do aumento do custo de vida do Estado”. Segundo ele, os maiores salários da indústria são pagos a pessoal de fora e a mão-de-obra local “é remunerada lá embaixo”.

Os números das pesquisas que o colocam com 1%, empatado com o candidato do PP, Evander Vendramini, não incomodam Sidney Melo. “Vamos para o segundo turno, junto com o PT e não queremos saber de aliança com aqueles que integraram a máfia do asfalto ou a máfia do câncer”, concluiu.

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