O senador Delcídio do Amaral, candidato a governador pelo PT, divulgou, no final da tarde desta terça-feira (30), na página pessoal que mantém pelo Facebook, nota em que considera como ‘criminosos’ os vazamentos de inquérito que correm em segredo de Justiça no STF (Supremo Tribunal Federal), atribuindo os fatos a interesses políticos-eleitorais por conta da campanha ao Governo de Mato Grosso do Sul.
“Esclareço que todas as pessoas ouvidas no inquérito 3778 afirmam, em depoimento formal à Polícia Federal, que não tenho nenhum envolvimento com supostas irregularidades cometidas na prefeitura de Dourados. Por esse motivo, o referido inquérito encontra-se em fase de conclusão e aguarda seu arquivamento”, postou o candidato na rede social.
O inquérito 3778 apura eventuais responsabilidades da eventual participação de Delcídio com personalidades envolvidas na operação ‘Owari’ (ponto final, em japonês), desencadeada em julho de 2010 pela PF (Polícia Federal) e que resultou na prisão de políticos, empresários e assessores do então prefeito Ari Artuzi e desaguou na operação ‘Uragano’ (furacão, em italiano), esta sim, que resultou no afastamento e posterior renúncia do mandato de Artuzi, juntamente com o vice-prefeito Carlinhos Cantor e o então presidente da Câmara, Sidlei Alves, impondo-se à Justiça Eleitoral a realização de novas eleições no Município.
“Lamento que o segredo de Justiça tenha sido violado de forma leviana e irresponsável. Responsabilizo, desde já, os que cometeram esse crime punido por lei com o único objetivo de tirar proveito eleitoral na disputa do governo de Mato Grosso do Sul”. Delcídio reproduz conteúdo divulgado pelo site Congresso em Foco, considerado referência nacional em análise isenta da vida dos parlamentares, que publicou relação de senadores que concorrem à eleições de 2014 e que são alvo de inquéritos ou ação penal no Supremo Tribunal Federal.
“Como não poderia ser diferente, meu nome não consta da lista”, conclui.