Para se entender como os deputados são efetivamente eleitos, deve-se, antes, saber quais foram os partidos políticos vitoriosos para, depois, dentro de cada agremiação partidária que conseguiu um número mínimo de votos, observar quais foram os mais votados. A partir disso, encontram-se, então, os eleitos.
As explicações contidas nessa reportagem ajudam a entender, por exemplo, porque a vereadora Délia Razuk (PMDB), candidata a deputada estadual por Dourados, ficou de fora, mesmo recebendo 19.938 votos nas eleições deste domingo (5) e o deputado estadual George Takimoto (PDT) foi reeleito com 16.586 votos.
O sistema proporcional, adotado pelo Brasil, aplica os chamados QE (quocientes eleitoral) e QP (partidário). O quociente eleitoral é a soma do número de votos válidos, dividida pelo número de cadeiras em disputa. Apenas partidos isolados e coligações que atingem o quociente eleitoral têm direito a alguma vaga.
A partir daí, analisa-se o quociente partidário, que é o resultado do número de votos válidos obtidos pelo partido, isolado ou pela coligação, dividido pelo quociente eleitoral. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas.
Depois dessas etapas, verifica-se quais são os mais votados dentro de cada partido isolado ou coligação, os quais estarão efetivamente eleitos. Havendo sobra de vagas, divide-se o número de votos válidos, do partido ou da coligação, pelo número de lugares obtidos mais um. Quem alcançar o maior resultado assume a cadeira restante.