O balanço das atividades realizadas antes do pleito e no dia da votação em primeiro turno no Mato Grosso do Sul apontou, segundo o MPE (Ministério Público Eleitoral), 166 denúncias recebidas pela PRE (Procuradoria Regional Eleitoral), que impugnou 93 candidaturas, emitiu 360 pareceres e ajuizou 33 representações perante o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Estado.
As representações buscaram a aplicação de multa aos candidatos que cometeram irregularidades durante a campanha, garantindo a penalização dos infratores. Violações mais graves, que podem levar à cassação dos diplomas e à sanção de inelegibilidade, ainda estão sob investigação da PRE. São casos de abuso de poder, uso indevido dos meios de comunicação, arrecadação e gastos ilícitos de recursos de campanha e até compra de votos.
Primeiro turno
Nas vésperas da votação e no dia do primeiro turno (5), promotores eleitorais e o procurador regional eleitoral saíram às ruas para acompanhar o andamento das eleições. A atividade resultou na fiscalização de 319 locais de votação; apreensão de 160 materiais de campanha irregulares; e na prisão em flagrante de 26 pessoas, a maioria por desobediência (7) e compra de votos (5).
No trabalho realizado pelo MPE, veículos foram abordados e revistados; locais com grande aglomeração de pessoas, vistoriados; e houve, ainda, ação de orientação a eleitores e mesários. Donos de estabelecimentos comerciais, inclusive em assentamentos rurais, foram especialmente alertados quanto à Lei Seca.
“O trabalho realizado em Mato Grosso do Sul começou antes do início das eleições e segue até o final da votação. Trata-se de uma atuação conjunta e integrada em todo estado que busca garantir aos eleitores tranquilidade e justiça na escolha dos candidatos, de modo a resguardar a lisura do pleito e a igualdade de oportunidades entre os candidatos”, ressaltou o procurador regional eleitoral Emerson Kalif Siqueira, que coordena o trabalho do MPE em MS.