Em dezembro de 2012, o jornalista Clóvis de Oliveira, do Douranews, publicou no blog que mantém com o mesmo nome na rede social, que a superexposição na Mídia da presidente Dilma Rousseff, se por um lado ajudava na imagem da mulher no comando do País, poderia sepultar a boa imagem construída nos últimos oito anos pelo ex-presidente Lula e deixar o PT sem um ‘plano B’ à própria sucessão em 2014.
Acontece que o PT acabou sendo “mais ajuizado” do que os chamados partidos da direita nacional e o ‘conflito abstrato de poder’, como definiu Clóvis de Oliveira, foi superado, obviamente com a contribuição da interrupção da candidatura do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB [morto no acidente aéreo do dia 13 de agosto], e que seria o ‘plano B’ das forças de oposição concentradas em torno do candidato do PSDB, senador Aécio Neves.

Pedro Campos, herdeiro do espólio político da família do ex-governador
Aécio ainda tentou buscar o apoio da viúva de Campos, e não conseguiu o mesmo efeito eleitoral; tampouco com a ex-candidata Marina Silva, ausente do segundo turno, apesar do ‘apoio’ oficial. Lula foi, mais uma vez, decisivo para a manutenção do PT no poder. E só não volta em 2018, turbinado, se ‘forças ocultas’ o impedirem.